Uma mulher que acusava Jay-Z e P. Diddy de a drogar e violar em 2000, quando tinha 13 anos, decidiu retirar as acusações na última sexta-feira, 14 de fevereiro. O pedido de desistência voluntário impede que a acusação volte a ser apresentada. “Os advogados dos réus e da queixosa discutiram o assunto e consentiram com a submissão”, diz o documento que foi assinado pelo advogado da mulher.
“O dia de hoje é uma vitória”, afirmou Jay-Z num comunicado. “As alegações frívolas, ficcionais e terríveis foram retiradas. Este processo civil não tinha mérito e não ia a lugar nenhum”, afirmou o rapper, que disse que o caso gerou trauma na mulher Beyoncé, e nos três filhos.
O advogado de Jay-Z também reagiu e afirmou que o rapper não fez nenhum tipo de acordo financeiro com a mulher, além de classificar como “falso” o processo. “Ao enfrentar alegações hediondas e falsas, Jay-Z fez o que poucos conseguem – recuou, nunca fez um acordo, nunca pagou um centavo, triunfou e limpou o seu nome”, diz Alex Spiro.
O processo que visava o rapper norte-americano foi aberto em outubro no Tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, junto de uma das acusações no caso contra P. Diddy. Jay-Z era acusado do crime de abuso sexual de menor. Na altura, Jay-Z usou as redes sociais da Roc Nation, (editora fundada e presidida pelo artista) para divulgar um comunicado a negar qualquer envolvimento.
Os advogados de Jay-Z fizeram várias tentativas de arquivar o caso anteriormente, apontando inconsistências no depoimento da alegada vítima. Em dezembro a mulher chegou a dar uma entrevista à NBC afirmando não se lembrar de tudo o que aconteceu ao pormenor. “Cometi alguns erros”, assumiu. Entre as inconsistências estão depoimentos contraditórios de alegadas testemunhas e imagens que colocam Jay-Z e P. Diddy em lugares diferentes na noite em que a mulher afirma ter sido violada.
P. Diddy permanece preso à espera do julgamento por tráfico sexual, agendado para iniciar a 5 de maio. O rapper também nega as acusações das quais é alvo e reagiu à retirada deste processo num comunicado enviado ao E! Entertainment. “É mais uma confirmação que estes casos estão construídos com base em informações falsas e não factos. Por meses vimos caso atrás de caso, de indivíduos que se escondem por trás do anonimato, a seguir em frente através de advogados mais focados nos media do que no mérito legal”.