O Conselho de Administração do Instituto Português de Oncologia (IPO) Lisboa não vai ser reconduzido, apurou o Observador.
A equipa liderada por Eva Falcão terminou o mandato a 31 de dezembro de 2024, mas manteve-se até agora em funções. Ao Observador, fonte oficial do Ministério da Saúde responde apenas que essa foi a data de termo do mandato, sem no entanto explicar porque é que o Conselho de Administração do IPO de Lisboa não vê o ministério de Ana Paula Martins dar-lhe um voto de confiança para continuar a trabalhar.
Entretanto Fernando Leal da Costa, diretor do departamento de Hematologia do IPO Lisboa, adianta à Rádio Observador que não conhece “nenhuma razão que tenha sido dada como taxativa para a não recondução” e lembra que “o Ministério da Saúde tem procurado redefinir a política de administração hospitalar”.
Ouça as declarações do antigo ministro da Saúde à Rádio Observador
O antigo ministro da Saúde de Pedro Passos Coelho defende que a administração de Eva Falcão “até fez um bom trabalho, o trabalho possível, nas condições muito adversas em que teve de trabalhar”, mas também vinca que a equipa “não é demitida”, só não é reconduzida.
Esta notícia surge no dia em que o conselho de administração convocou dirigentes, chefias e trabalhadores para uma reunião de balanço de final de mandato.
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A saída acontece também duas semanas depois de o Observador ter noticiado que o IPO de Lisboa tinha elevadores avariados que estavam a provocar constrangimentos chegaram a impedir transplantes de medula óssea, situação que foi ultrapassada nesta especialidade cerca de uma semana depois. Os problemas em vários elevadores, esses, já se registavam há meses.
O Conselho de Administração do IPO de Lisboa iniciou funções em julho de 2022.
A Rádio Observador tentou, também, contactar o IPO de Lisboa, sem sucesso.