Um homem, com 29 anos e natural da Gâmbia, foi esfaqueado com gravidade na rua do Benformoso, em Lisboa, na manhã desta sexta-feira, avançou o Correio da Manhã e confirmou o Observador junto de fonte oficial da PSP. Segundo a polícia, o agressor, que continua em fuga, será compatriota e conhecido da vítima.

O homem foi encontrado, pelas 8h20, com “bastantes cortes nos braços, cara e tronco, com cenário de bastante sangue”, descreve a mesma fonte. Foi depois transportado para o Hospital de São José, ainda consciente.

A mesma força policial refere que a agressão resultou de um conflito entre os dois indivíduos — a vítima e o suspeito que ainda não foi detido — sendo que um deles utilizou “facas de grandes dimensões” para esfaquear o outro.

No seguimento desta ocorrência, a PSP deteve uma mulher que caminhava na rua com armas brancas, mas que não estaria envolvida no esfaqueamento. “Ao abordar a suspeita, verificou-se a existência de três facas de cozinha de grandes dimensões – uma na mão e duas no interior de uma mochila. Desta feita, a mulher foi detida pela posse de armas proibidas e as mesmas foram apreendidas para as diligências posteriores”, explicou a polícia em comunicado.

Diretor nacional da PSP defende atuação da polícia no Martim Moniz

Em dezembro de 2024, a atuação da PSP na Rua do Benformoso resultou em inúmeras críticas, depois de a polícia ter obrigado dezenas de imigrantes a ficar encostados à parede com as mãos no ar durante mais de uma hora.

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O Diretor Nacional da PSP, ouvido no Parlamento a 5 de fevereiro, justificou esta rusga com dados de criminalidade violenta, no exato local onde esta sexta-feira uma pessoa foi esfaqueada. “Nos últimos dois anos, existe o registo de 52 denúncias e participações com utilização efetiva de armas proibidas, com referência à Rua do Benformoso e à Praça do Martim Moniz”, disse Luís Carrilho.

Além disso, explicou que estas ocorrências foram, na sua maioria, “crimes violentos e graves, com graves ofensas à integridade física e vida”, que se traduziram, em maio de 2024, num “homicídio com utilização de armas”.