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O presidente do Chega considerou esta segunda-feira que o resultado das eleições na Alemanha mostra o que acontece quando os políticos fingem que não há problemas com a imigração e a criminalidade.

“O resultado ontem na Alemanha mostra bem o que é que acontece quando os políticos querem fingir que não há problema nenhum, quando querem fingir que não há nenhuma questão com a imigração, que não há nenhum problema com a criminalidade“, afirmou André Ventura.

Nas eleições legislativas de domingo, na Alemanha, o bloco conservador liderado por Friedrich Merz venceu as eleições legislativas alemãs com 28,6% dos votos, de acordo com dados oficiais, e a Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, consagrou-se a segunda força, com 20,8%.

Ventura afirmou que “estava, honestamente, à espera” daquele resultado: “Basta não conhecer o sul da Alemanha e a zona este para não compreender o que se estava a passar. Um excesso de imigração completamente descontrolado, um aumento de criminalidade gigantesco, sobretudo nas zonas a antiga união soviética, numas zonas já se via mais burcas do que pessoas sem burcas e isto acaba por ter uma reação dos cidadãos”.

E continuou: “Quando nós dizemos que está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem e não estamos a conseguir corresponder com o que a maioria da população sente e vê, então estamos a fazer um mau serviço à democracia”.

Para o líder do Chega “o que aconteceu na Alemanha é o que aconteceu cá há um ano, há uma diferença de um ponto e qualquer coisa, e é na Alemanha, um país que há dois, três anos toda a gente dizia que isto era impossível acontecer”.

“Sabem porque é que está a acontecer? Porque o politicamente correto matou a Democracia, matou a nossa Democracia“, disse.

Sobre a imigração, mas referindo-se agora a Portugal, o líder do Chega admitiu que os imigrantes são necessários para a Economia, mas que “entre precisar de mão-de-obra e precisar ou de imigração ilegal ou descontrolada, vai um grande passo”.

“É preciso de mão-de-obra, não é com imigração descontrolada, não é destruir a nossa identidade, não é a deixar entrar toda a gente (…) não é. Nós já temos dois exemplos, três na Europa, a Bélgica, a França, a Alemanha, que mostram bem o estado a que o país chegou com essas políticas”, disse.

Segundo Ventura, a solução é um sistema que quotas: “É aquilo que o Chega propôs e que não foi feito. É dizer que se querem vir, venham legais, venham para trabalhar nesta área, ou nesta, ou nesta, cumpram o prazo me quando acaba o prazo vou embora, ou ficam se for renovado a sua autorização”.

“É assim que um país com decência e com regra faz, um país com bandalheira é o que está a acontecer agora. Entra qualquer pessoa, vai para onde quiser, anda por onde quiser, nós nem sabemos”, terminou.