Em 2005, Belmiro de Azevedo e José Sócrates, então presidente do grupo Sonae e primeiro-ministro, respetivamente, implodiam duas das cinco torres de Tróia que dava início à construção de um projeto que demorou anos a ver a luz do dia. A Sonae assumiu o projeto em 1999. Não chegou a comemorar as bodas de prata da sua presença no Tróia Resort. 300 milhões de investimento depois, a SC Investments (empresa que está no universo da Efanor, holding da família Azevedo, e que resultou da reorganização da Sonae Capital) vendeu a sua posição.
O valor do negócio não foi revelado. No último relatório e contas da Sonae Capital (de 2021), o valor contabilístico do Troiaresort registado era de 167 milhões de euros, não tendo sido possível apurar se a empresa entretanto reavaliou esse ativo, o que lhe dará uma mais-valia substancial.
Em comunicado, a SC Investments dá conta que vendeu o conjunto dos ativos da Tróia Resort à ACO Cedar, sociedade detida pelo grupo de gestão de fundos Arrow Global.
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Entre os ativos alienados estão a gestão dos hotéis Aqualuz Tróia Mar & Rio e The Editory By The Sea e das operações do Troiaresort, o Troia Golf, a concessão da marina de Tróia, a Atlantic Ferries (concessão do serviço público de transporte fluvial entre Setúbal e Tróia), bem como um conjunto de ativos imobiliários. A empresa do universo associado à Sonae fica sem qualquer ativo na Península de Tróia.
“O negócio culmina o trabalho desenvolvido pela SC Investments na recuperação, planeamento e desenvolvimento sustentável da Península de Tróia, que permitiu conciliar de forma única a preservação da natureza e a presença humana”, indica a empresa da família Azevedo em comunicado, acrescentando que, “desde que assumiu o projeto, em 1999, a SC Investments realizou um investimento direto superior a 300 milhões de euros na concretização do projeto turístico de Tróia, assegurando a preservação dos valores naturais da península, a recuperação do património arqueológico, a demolição e reabilitação de edifícios, a construção sustentável, o desenvolvimento de atividades turísticas em respeito pela envolvente, criando emprego e valor para a economia local e regional”.
O negócio terá de ser aprovado pela Autoridade da Concorrência.