Não está fácil. Não deverá continuar fácil. E a tendência é para piorar. Apesar de já ter deixado para trás – aparentemente – o período em que esteve seis jogos sem vencer, com quatro derrotas seguidas, o Manchester United continua longe de praticar um bom futebol e de agradar os adeptos. É certo que Ruben Amorim voltou aos jogos europeus sem perder há três jogos, mas também era certo que a última partida tinha ditado a eliminação da Taça de Inglaterra nos penáltis, na receção ao Fulham, competição que os red devils conquistaram na última temporada (1-1, 3-4 g.p.). Antes, a vitória frente ao Ipswich (3-2) e o empate diante do Everton, resgatado no fim, davam sinais de esperança (2-2).
E é aqui que entrava o calendário, que teimava em não ajudar e podia até complicar a missão de Amorim em terras de Sua Majestade. No espaço de uma semana, o Manchester United tinha três importantes compromissos que se podiam revelar vitais nas contas da temporada. No que à Liga Europa diz respeito, a missão começava com uma complicada deslocação ao País Basco, para enfrentar a Real Sociedad na primeira mão dos oitavos de final. Segue-se, no domingo, o clássico com o Arsenal, em Old Trafford e, para a próxima quinta-feira, está agendado novo embate com os espanhóis, num duelo que vai decidir que avança para os quartos de final.
“Apenas a pressão de vencer é sempre a mesma. Não apenas vencer, mas também a exibição. Acho que temos, neste momento, muita pressão sobre nós. As pessoas olham para a Liga Europa como a única competição que pode salvar a nossa temporada. Eu não vejo as coisas assim. Nada pode salvar a nossa época. Neste clube tens de ter um bom desempenho em todas as competições. Eu entendo que é muito importante que queiramos vencer e seguir para a próxima fase e a temporada tem sido difícil na Premier League. Este clube tem muito ruído. Se um assunto acaba, começam outro. Temos de lidar com isso. Sentes que a semana é muito diferente quando ganhamos jogos. Como em qualquer equipa ou clube, precisas de vencer para seres feliz e preparares o próximo jogo. Caso contrário, vais prepará-lo mas será mais difícil”, partilhou o técnico português em entrevista à TNT Sports.
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Desta forma, Amorim voltou a contar com Diogo Dalot e Bruno Fernandes no onze inicial, e lançou Zirkzee, Garnacho e Höjlund no ataque, com Dorgu na ala esquerda e Casemiro no centro do terreno. Na defesa, Mazraoui, De Ligt e Yoro atuaram à frente de Onana. Já na Real Sociedad, que não contou com Zubimendi por motivos físicos, o trio ofensivo, composto por Barrenetxea, Kubo e Oyarzabal, prometia causar muitas dificuldades aos ingleses e entrou bem na partida, assumindo desde o primeiro minuto um jogo com bola e largura. A espaços, o Manchester United conseguiu criar perigo, através de ataques rápidos pelo lado direito. Na maior oportunidade do primeiro tempo, Dalot cruzou atrasado para o remate de Bruno Fernandes, mas Elustondo parou a bola com um corte providencial. Na sequência do lance, Zirkzee rematou para novo corte e, à segunda, atirou ao lado, de calcanhar (37′).
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Na segunda metade, os red devils tiveram uma entrada forte e, no espaço de um minuto, criaram duas ocasiões de perigo. Na primeira, Bruno Fernandes tentou faturar com um livre frontal de longe, mas a bola passou ao lado (50′). De seguida, Zirkzee criou uma jogada pela meia esquerda, soltou para o cruzamento de Dorgu e, ao segundo poste, Garnacho rematou à malha lateral (51′). Pouco depois, o internacional argentino voltou a aparecer com perigo na área e, na sequência de um passe atrasado de Dalot, atirou para as mãos de Remiro (54′). Pouco depois, Casemiro conduziu um contra-ataque e soltou para o lateral português, este deixou na direita para Garnacho que, depois de fazer a diagonal para dentro, colocou a bola à entrada da área, onde Zirkzee apareceu a finalizar para o golo inaugural do encontro (57′).
Zirkzee adianta os Red Devils ????
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O argentino continuou em grande plano e, na conclusão de mais uma jogada construída por dentro e finalizada fora do bloco, atirou ao lado (63′). Na resposta, Brais Méndez recebeu solto de marcação à entrada da área e rematou de pé esquerdo, mas a bola não saiu da direção da baliza de Onana, que confiou no golpe de vista (65′). Pouco depois, Bruno Fernandes comprometeu e evitou um cabeceamento de Aguerd ao cortar com o braço. Depois de ver as imagens, o árbitro assinalou penálti e, na cobrança, Oyarzabal não tremeu, fazendo o empate (70′). O golo animou os bascos que, com mais um remate de longe de Brais, obrigaram Onana a voar (77′). Já com Eriksen no lugar de Garnacho, a Real continuou mais perto do golo e, depois de um cruzamento rasteiro de Becker, Óskarsson antecipou-se a Yoro, mas rematou ao lado (84′).
Real Sociedad empata após mão na área de Bruno Fernandes ????
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Para os últimos minutos, Amorim lançou Lindelöf e Collyer, mas a tendência do jogo manteve-se até ao fim, com Onana a aparecer nos descontos para travar um remate perigoso de Óskarsson (90+4′). Com o empate a persistir, a eliminatória vai ser resolvida em Old Trafford, dentro de uma semana (1-1).