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Fernando Medina, ex-ministro das Finanças e antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, lamenta que não tenha sido possível “evitar as eleições”. A afirmação é feita no podcast Política com Assinatura, da Antena 1.
Na entrevista, Medina refere que foi o único deputado socialista a anunciar a apresentação de uma declaração de voto individual na votação da moção de confiança, esta terça-feira. Foi uma forma de demonstrar que lamenta que não se tenha “conseguido evitar as eleições”, explica. Quis “sublinhar o aspeto, o lamento de não se ter conseguido chegar a um ponto de se poupar o país a uma situação de crise política e novas eleições”.
O socialista diz que sempre defendeu “que deveriam ser feitos todos os esforços para assegurar estabilidade política e que não tivéssemos eleições antecipadas”. “Fez precisamente ontem um ano que o país foi a votos e ir a votos daqui a cerca de dois meses fará com que os portugueses sejam chamados a três eleições legislativas no espaço de quatro anos.”
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“Valorizei e apelei sempre muito ao esforço de que tudo se fizesse para evitar uma situação destas”, declara Fernando Medina. “É preciso ter consciência de que o país não quer novas eleições”, afirma.
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De qualquer forma, o socialista considera que houve uma “má avaliação política da parte do primeiro-ministro”. “Como digo, o que me surpreende que tenha tomado essa decisão [de não ter fechado a empresa]. Acho que podia ter encerrado a empresa durante este processo e reconhecido que tinha cometido um erro e nada disto teria tido estas proporções”, declara.
O socialista refere que também ouviu “muitas insinuações, calúnias e falsidades sem qualquer demonstração”, algo que condena. “Vi tentativas de aproveitamento político contra o primeiro-ministro que não me pareceram próprias de um debate que não se deve confundir com esclarecimento.”
“O esclarecimento total e cabal das situações é uma coisa, tem de ser feito, deve ser feito, deve ser exigido e deve ser dado”, sublinha.
Com as legislativas no horizonte após a queda do Governo, Medina lembra que os partidos devem estar atentos às necessidades dos eleitores. Caso contrário, a abstenção poderá ser elevada e existe o “risco de crescimentos dos extremos”.
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