Os portugueses parecem não penalizar Montenegro pela queda do Governo e, se as eleições se realizassem hoje, os resultados seriam próximos dos resultados das eleições de 2024. É o que conclui uma sondagem da Consulmark2 para o jornal Nascer o Sol e para a Euronews, que faz manchete na edição desta sexta-feira do semanário. A Aliança Democrática (AD) mantém-se à frente (32,1%) seguida do Partido Socialista (28%). No entanto, a distância entre os socialistas e os sociais-democratas mantém-se dentro da margem de erro do estudo.
Também favorável a Montenegro é a questão sobre quem os portugueses preferem como primeiro-ministro. Neste ponto, o líder da AD reúne 41,9% das preferências face ao principal opositor, Pedro Nuno Santos, com 27,4%. Apenas 11,6% consideram que o líder do Chega, André Ventura, seria melhor primeiro-ministro, sendo que 14,5% dos inquiridos respondem “nenhum deles” à pergunta sobre a preferência entre os candidatos para governar o país.
Já sobre o caso da empresa da família do primeiro-ministro — a Spinumviva — para a maioria dos inquiridos na sondagem Luís Montenegro não fez uma boa gestão: apenas 27,3% concorda com a forma como Montenegro geriu o caso. Por outro lado, 52,2% concorda com a apresentação da moção de confiança.
[Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
Insegurança e imigração dominam debate político, mas surgem no fim da escala das maiores preocupações dos portugueses
Apesar de temas como imigração e a insegurança terem dominado o debate político, a saúde, a habitação e a educação continuam a ser os maiores problemas para os portugueses. É isso que revela a mesma sondagem. Na lista das 10 maiores preocupações dos portugueses, o tema da saúde e da ausência de resposta do Sistema Nacional de Saúde continua a ser maior preocupação (36,7%), seguida da habitação (28,3%), e da educação (17,5%).
No ranking de problemas relevados pelos inquiridos, a insegurança surge apenas em décimo lugar e a imigração em oitavo.