Foi um despedimento anunciado, mas a verdade é que pode causar muitas ondas de choque dentro do futebol italiano ou até na alta roda do futebol europeu. Como há muito se antecipava, Thiago Motta não resistiu aos maus resultados e foi despedido do comando técnico da Juventus antes do final da temporada — e, embora já tenha substituto, deixou um vazio num projeto inteiro.
Mas comecemos pelo início. Nas duas últimas jornadas da Serie A, a Juventus foi goleada em casa pela Atalanta e foi a Florença perder de forma clara com a Fiorentina, caindo para um quinto lugar que não dá acesso à Liga dos Campeões. Mais do que os seis pontos perdidos, sem qualquer golo marcado e sete sofridos, Thiago Motta foi criticado pela reação aparentemente apática e contida que teve. E terá sido esse o ponto-chave para o despedimento do agora ex-técnico de Francisco Conceição e Renato Veiga.
Juventus have replaced Thiago Motta with Igor Tudor as head coach.
Tudor won five trophies with Juve as a player ⚫⚪ pic.twitter.com/uIsOCnUndc
— B/R Football (@brfootball) March 23, 2025
De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, o treinador foi convocado para uma reunião de urgência na passada terça-feira, com o diretor desportivo Cristiano Giuntoli e o CEO Maurizio Scanavino, e voltou a mostrar-se pouco responsivo quando acusado de não ter a capacidade de colocar a equipa a jogar de forma convincente e competitiva. A dada altura, de acordo com o jornal italiano, Cristiano Giuntoli terá perdido a paciência e exclamado “tenho vergonha de te ter escolhido”.
“Não havia vontade premeditada de despedimento, mas as respostas pouco convincentes de Thiago Motta abriram a porta a uma decisão extrema”, acrescenta a La Gazzetta dello Sport, recordando que o treinador tinha sido uma grande aposta da Juventus depois da boa temporada que fez no Bolonha, qualificando a equipa para a Liga dos Campeões pela primeira vez na história.
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A notícia do despedimento de Thiago Motta tornou-se oficial este sábado, em plena pausa para o compromisso das seleções nacionais, e o treinador já deixou uma última mensagem ao clube. “Tenho vivido momentos intensos, sempre com a máxima determinação e vontade de melhorar a cada dia. Agradeço à direção por me ter dado a oportunidade de fazer parte deste grande clube e a todas as pessoas do clube que me apoiaram no meu trabalho diário. Aos jogadores pelo seu trabalho e empenho desde o primeiro dia juntos. Desejo aos adeptos e à Juventus o melhor para o futuro”, indicou o técnico de 42 anos, que durou apenas oito meses no cargo.
Ora, no mesmo comunicado em que anunciou o despedimento de Thiago Motta, a Juventus clarificou desde logo que o substituto seria Igor Tudor, treinador croata de 46 anos que estava sem clube desde que saiu da Lazio no fim da temporada passada e que representou os bianconeri entre 1998 e 2007, com vários troféus conquistados. Com passagens por Hadjuk Split, PAOK, Galatasaray, Udinese ou Marselha, o objetivo imediato de Igor Tudor será naturalmente o regresso ao quarto e a garantia do apuramento para a Liga dos Campeões. Ainda assim, dificilmente o treinador croata será um nome de futuro em Turim.
Também de acordo com a La Gazzetta dello Sport, a Juventus decidiu que Igor Tudor era o nome certo de forma imediata por estar livre no mercado e não obrigar a nenhuma rescisão com outro clube, tornando-se um alvo fácil e simples de resgatar. Contudo, o clube pretende começar de novo no início da próxima temporada — e apostar num nome com créditos firmados, títulos conquistados e provas dadas.
Igor Tudor is the new Head Coach of the Men’s First Team. Welcome, Igor!
Juventus thanks Thiago Motta for his work, passion and dedication during his time with the club.
— JuventusFC ???????????????? (@juventusfcen) March 23, 2025
Neste sentido, o grande sonho da Juventus passa por Antonio Conte. O treinador italiano de 55 anos está atualmente no Nápoles, a dois pontos da liderança do Inter Milão, mas a ideia dos bianconeri é atraí-lo com a devoção que os adeptos lhe têm, não só por ter sido capitão de equipa como jogador, mas também pelos três Campeonatos conquistados há pouco mais de uma década como treinador.
Depois, surge a opção Roberto Mancini, que também está livre depois de ter deixado a seleção da Arábia Saudita em outubro — e que chegou a ser contactado para substituir Thiago Motta desde já, mas acabou por ser descartado por ter pedido a garantia de que ficava para lá do fim da temporada. Stefano Pioli, que está no Al Nassr de Cristiano Ronaldo e foi campeão italiano com o AC Milan, também é uma possibilidade, assim como Gian Piero Gasperini, timoneiro da Atalanta há praticamente uma década.