A Bosch de Braga despediu, no ano passado, um conjunto de executivos da empresa, entre eles o gestor que liderada a empresa há quase uma década, Carlos Ribas.
Na altura, a Bosch revelou pouco sobre a saída destes gestores, mas agora, conforme avança o Jornal de Negócios, os cinco gestores foram despedidos com a Bosch a avançar para um despedimento por justa causa por alegadas falhas graves na elaboração e execução de candidaturas da subsidiária portuguesa a fundos europeus, potenciado o encaixe indevido de subsídios, estando na base da acusação o projeto Theia (Automated Perception Driving).
Quadros da Bosch de Braga afastados de funções. Líder da operação apanhado de “total surpresa”
O jornal conta que mesmo tendo enviado o caso para a área de compliance da Bosch, os gestores validaram a informação para o pedido de pagamento final. Um ano mais tarde, cinco gestores foram despedidos.
Agora, já no final do ano passado, os gestores recorreram para tribunal, para impugnar o despedimento que dizem ilícito.
Numa consulta à entrada de processos em tribunal verifica-se que Carlos Ribas entrou com a ação em outubro do ano passado, impugnando o despedimento. Outros gestores entraram já em dezembro com ações do mesmo pendor. Há pois cinco ações em tribunal para o mesmo fim, verificou o Observador.
A Bosch ao Negócios não comenta o caso, por estar em tribunal, mas explica que “conduziu investigações internas em Portugal para esclarecer potenciais inconformidades relacionadas com a gestão e o desenvolvimento de projetos de inovação no país”.