O presidente americano está a pressionar os seus conselheiros para ir mais longe na política de tarifas à medida que se preparam para “o dia da libertação” — 2 de Abril — quando se prevê que entre em vigor a maior escalada na guerra comercial.

De acordo com o Washington Post, alguns aliados de Donald Trump, sobretudo em Wall Street, têm procurado convencê-lo a ter uma abordagem mais conciliadora, mas o presidente insiste em medidas agressivas para “transformar a economia americana”. Os conselheiros citados pelo jornal indicam que as medidas a impor podem afetar transações de biliões de dólares do comércio mundial.

A ação vista como mais provável, e que já foi publicamente admitida pelo secretário do Tesouro Scott Bessent, será a de aplicar tarifas todos os produtos que têm origem em 15% dos países a que a administração Trump chama de “piores parceiros comerciais” os quais representam 90% das importações americanas. Nesta lista estão a União Europeia, o Canadá e o México.

Os Estados Unidos têm vindo a implementar tarifas à importação de vários produtos, como os automóveis — 25% — as indústrias farmacêuticas e de madeira. Mas segundo as fontes contactadas pelo Washington Post, o presidente americano defende que será mais eficaz aplicar uma tarifa geral a todos os produtos e a todos os países de forma a evitar a proliferação de exceções que possam enfraquecer o impacto destas medidas.

Donald Trump considera que cometeu um erro ao não aplicar tarifas mais pesadas durante o primeiro mandato.