O Tribunal de Braga deixou esta terça-feira em liberdade um homem de 33 anos suspeito de se masturbar junto a escolas daquela cidade, nos intervalos letivos ou na hora de almoço, quando as crianças ali se encontravam, disse fonte policial.

Segundo a fonte, o suspeito fica obrigado a submeter-se a tratamento psiquiátrico.Fica ainda proibido de se aproximar das vítimas e de quaisquer outras crianças.

Segundo um comunicado da Polícia Judiciária, o suspeito está “fortemente indiciado” da prática de, pelo menos, 12 crimes de abuso sexual de crianças e de um crime de importunação sexual.

Os crimes terão sido cometidos entre junho de 2024 e março de 2025, junto a escolas do 1.º ciclo.

[Já saiu o quarto episódio de  “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]

“A investigação teve origem em várias denúncias, sendo o homem suspeito de praticar atos de autoestimulação sexual em plena via pública, nomeadamente junto ao gradeamento das zonas de recreio dos estabelecimentos escolares, escolhendo, para o efeito, os intervalos ou a hora de almoço, quando as crianças ali se encontravam em período de descanso“, refere o comunicado.

Residente na cidade de Braga, o homem tem antecedentes criminais, “por factos em tudo semelhantes aos atuais”.

Em março de 2022, o Tribunal de Braga condenou-o a três anos e dois meses de prisão, com pena suspensa, por “atos de caráter exibicionista” junto a escolas primárias e jardins de infância daquele concelho e de Barcelos.

O arguido foi condenado por 19 crimes de abuso sexual de menores.

As vítimas tinham entre 4 e 9 anos de idade.

Para a suspensão da pena, o arguido ficou obrigado a submeter-se a um plano de reinserção social, que incluísse intervenção psicológica, psicoterapêutica e psiquiátrica e tratamento médico direcionado para as questões relacionais e da sexualidade.