A equipa próxima de Joe Biden discutiu a possibilidade de o antigo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) realizar um teste cognitivo no início de 2024, quando se preparavam as eleições presidenciais de novembro, mas acabou por não avançar com essa ideia, revela um novo livro.
O debate sobre a capacidade mental de Joe Biden, hoje com 82 anos, dominou grande parte da corrida à Casa Branca, ao ponto de obrigar o então Presidente a repensar a sua posição e a abdicar da candidatura, dando lugar a Kamala Harris. A mudança não surtiu efeito e o resultado foi o mesmo que em 2016: vitória dos Republicanos liderados por Donald Trump.
O livro, escrito por três jornalistas que acompanham a política dos EUA, conta que os assessores de Biden debateram seriamente a realização de um teste cognitivo em fevereiro de 2024, meses antes da decisão de abandonar a corrida, segundo revelou ao New York Times um dos escritores.
A equipa do Democrata estava confiante que Biden ia passar no teste, mas receavam que o simples facto de ser exposto a essa avaliação poderia levantar questões sobre a capacidade mental do político, então com 81 anos. Kevin O’Connor, médico de longa data de Biden, chegou a dizer aos assessores que a posição política do candidato não iria interferir na sua avaliação.
Semanas antes de ter sido discutida esta ideia, Biden realizou um último exame físico na Casa Branca e viveu alguns momentos públicos que mais prejudicaram a sua imagem junto dos eleitores, com algumas gafes. Donald Trump acusou várias vezes o seu primeiro adversário às recentes eleições de não ter capacidade mental para assumir a presidência dos EUA.