A Alternativa para a Alemanha (AfD, sigla em alemão) reagiu, esta segunda-feira, à designação de “extremista” feita pelo Gabinete para a Proteção da Constituição (BfV, na sigla alemã). O partido de extrema-direita interpôs uma ação num tribunal de Colónia, contestando a decisão daquele órgão pertencente aos serviços de informações germânicos.
AfD classificada como “organização extremista” pelo serviço secreto alemão
Numa nota publicada no site do partido, a AfD considera que a designação “extremista” é “obviamente ilegal” e também “interfere com a disputa democrática”. “Até agora, o objetivo passa por criminalizar as opiniões e as críticas legítimas direcionadas à política de imigração dos últimos dez anos”, alega o partido, acrescentando que é o BfV que “está a violar a Constituição”.
Citados na nota, os porta-vozes do partido, Tino Chrupalla e a candidata a chanceler Alice Weidel, assinalam que este processo judicial é uma “mensagem clara contra o abuso do poder estatal” destinada, segundo os principais dirigentes da AfD, a “suprimir e a marginalizar a opinião”.
“Não permitiremos que uma autoridade politicamente instrumentalizada tente distorcer a disputa democrática e deslegitime milhões de votos”, afirmam Tino Chrupalla e Alice Weidel, denunciando a “ação vergonhosa” das secretas que visa “minar os valores da democracia” da Alemanha.
A Alternativa para a Alemanha considera que estas tentativas de interferência não “têm lugar num Estado de direito”. “Nós, como AfD, esgotaremos todos os meios legais para defender a ordem básica livre e democrática”, concluem os dois líderes partidários.