A vitória dos italianos do Trissino diante do Valongo em 2022, época em que houve uma espécie de “boicote” das principais equipas portuguesas e espanholas à maior competição europeia de clubes no hóquei em patins, acabou por ser uma exceção numa espécie de “nova regra” que passou a vigorar na Liga dos Campeões: se ao longo de décadas a supremacia de triunfos pertencia a nuestros hermanos, a final de 2019 entre Sporting e FC Porto funcionou como marco para travar essa tendência, a ponto não só de haver só vencedores nacionais com a supracitada exceção e finais entre conjuntos portugueses. Agora, pelo menos uma equipa tinha essa presença garantida e chegaria do terceiro clássico da época entre Benfica e FC Porto em Matosinhos.
“Empatámos a zero na Corunha e vencemos todos os restantes jogos desta prova. Demos uma boa imagem. O momento decisivo é a partir do 1-1 com o Reus na Luz, a equipa foi mais efetiva no ataque, na definição junto à baliza e chegou ao descanso a vencer por 3-1. Fizemos uma grande eliminatória nos quartos frente ao Reus e esse é o momento chave para estar onde estamos hoje. Queremos que os nossos adeptos desfrutem dos jogos, que confiem na equipa. Vamos com a ideia de competir, de lutar ao máximo por cada bola para estarmos presentes na final, onde queremos levantar este tão ansiado título”, salientara Edu Castro, técnico dos encarnados que trocou esta temporada Barcelona pela Luz e que ganhou no início a Elite Cup.
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“Temos trabalhado para estarmos nestas decisões. É certo que nem sempre tem corrido bem mas trabalho não nos tem faltado. É um jogo especial e é neste jogo que pensamos. São jogos que se decidem nos detalhes, pois há muita qualidade em ambos os lados. Independentemente de como a época esteja a correr a cada uma das equipas, é um jogo especial em que a alma entra muito em jogo. É um fim de semana importante, não só para a temporada mas também para nós. Este ano tem sido difícil em termos de resultados, não estamos mal, mas os resultados não têm acompanhado o trabalho que fazemos durante a semana”, assumiu Hélder Nunes, um dos mais experientes da equipa portista que iria reencontrar não só o técnico Edu Castro, com quem trabalhou na Catalunha, como dois ex-companheiros no Barça, João Rodrigues e Jordi Bargalló.
Início do jogo
????5 inicial: Mali, Gonçalo Alves, Carlo Di Benedetto, Edu Lamas e Rafa
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O internacional português assumia uma temporada aquém do esperado dos dragões, que depois da vitória no Campeonato e na Taça de Portugal em 2023/24 foram eliminados de forma precoce da Taça, terminaram a fase regular do Campeonato em terceiro longe de Benfica e FC Porto e perderam no início da época a final da Supertaça. No entanto, e tal como aconteceu no jogo do Campeonato no Dragão Arena com os encarnados, às vezes há momentos de crise que podem ser oportunidades, numa ideia que o Benfica tentava aproveitar mas ao contrário com uma oportunidade de adensar a “crise” do rival como aconteceu no Pavilhão da Luz com uma goleada por 6-0 em março. Agora, foi de novo o FC Porto a ser mais forte, vencendo no prolongamento por 3-2 e voltando à final da Liga dos Campeões, onde vai defrontar o vencedor do Óquei de Barcelos-Nóia.
Num ambiente frenético com mais apoio por parte dos azuis e brancos, o clássico começou com uma grande intensidade, tentativas de jogar rápido que iam sendo controladas pelas duas defesas e guarda-redes e uma natural fase de estudo perante aquilo que o encontro poderia dar. Foi por isso que Edu Castro não esperou e, bem cedo, decidiu pedir uma paragem técnica para corrigir alguns movimentos de saída em ataque rápido. O resultado, esse, demorou menos de um minuto: Roberto Di Benedetto, que voltava a defrontar o irmão Carlo num clássico, conseguiu furar pelo meio e desviar de Xavi Malián para o 1-0 (10′). Os encarnados tiveram de seguida outras oportunidades para aumentarem a vantagem após erros dos dragões mas seria mesmo o FC Porto a chegar ao empate, num lance que motivou muitos protestos e foi mesmo analisado pelo VAR.
Antes de Edu Mena surgir na área descaído sobre a direita para fazer o remate do 1-1 sem hipóteses para Pedro Henriques, Zé Miranda caiu na área depois de um choque com Edu Lamas e ficou agarrada à cara pelo impacto dessa entrada. Após reverem as imagens, os árbitro entenderam que não havia falta e validaram o golo, motivando mais protestos por parte dos encarnados (16′). Quase como forma de serenar os ânimos, as equipas foram depois mais cautelosas nos ataques, em momentos mais longos, com alguns remates perigosos mas que não desfizeram a igualdade até ao intervalo, deixando tudo em aberto para o segundo tempo.
⏱️16’ GOOOOOLOOOOO DE EZEQUIEL MENA!
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Aí, foi o Benfica que entrou melhor. Assumiu o comando do jogo, pressionou mais alto, quis ir para cima do FC Porto para chegar à vantagem primeiro. Teve oportunidades para isso mas, contra essa corrente, foram os azuis e brancos que chegaram ao 2-1 num remate de Rafa que fez explodir o Pavilhão de Matosinhos (33′). O ascendente anímico mudava de lado mas havia ainda muito por contar, com Zé Miranda, num remate mais em jeito do que em força, a fazer novo empate (40′) depois de um penálti falhado por João Rodrigues (38′). Apesar de um remate que passou muito perto do alvo no último segundo, tudo foi para prolongamento.
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Qualquer erro poderia fazer a diferença e, após um início equilibrado, um cartão azul a Nil Roca depois de uma falta sobre Rafa passou a vantagem para o lado dos dragões. Carlo Di Benedetto não conseguiu marcar o livre direto (53′), Pedro Henriques foi gigante na baliza durante os dois minutos de power play e o clássico parecia destinado a seguir para as grandes penalidades quando uma saída rápida que apanhou a transição do Benfica ligeiramente atrasada permitiu que Rafa assistisse Carlo Di Benedetto para o 3-2 (58′). A formação encarnada ainda arriscou o 5×4 sem guarda-redes mas o FC Porto conseguiu segurar o triunfo.
ESTAMOS NA FINAL!! ????
VAMOS EM BUSCA DA QUARTA????#FCPortohoquei #FCPortoSports pic.twitter.com/5TZE67ar6I
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