O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, descreveu como um “ato criminoso” um “grave acidente” que ocorreu durante a cerimónia de lançamento de um navio de guerra, avançou esta quinta-feira a imprensa oficial.
Durante a cerimónia de lançamento de um contratorpedeiro de cinco mil toneladas na cidade portuária de Chongjin, “ocorreu um acidente grave“, informou a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA. Kim estava presente na cerimónia, realizada na quarta-feira, no nordeste do país, e disse que foi um “ato criminoso causado por negligência absoluta” que “não podia ser tolerado”, referiu a KCNA.
Apontando para a “inexperiência do comando e negligência operacional” durante o lançamento, a agência disse que “algumas secções do fundo do navio de guerra foram esmagadas” e que o acidente “destruiu o equilíbrio do navio de guerra”.
Kim disse que os “erros irresponsáveis” dos culpados seriam “abordados na reunião plenária do Comité Central do Partido, a realizar no próximo mês”. O nome do barco não foi especificado. Em abril, Pyongyang divulgou imagens de um navio contratorpedeiro de cinco mil toneladas, chamado Choe Hyon.
Na altura, os meios de comunicação estatais transmitiram imagens de Kim a participar numa cerimónia com a filha, Kim Ju-ae, que muitos especialistas acreditam que será a sucessora no poder.
A Coreia do Norte alegou que o navio estava equipado com as “armas mais poderosas” e que “entraria ao serviço no início do próximo ano”.
Para a construção deste contratorpedeiro, a Coreia do Norte poderá ter recebido assistência da Rússia, escreve o Washington Post, que cita as forças armadas da Coreia do Sul. Tal contribuição terá acontecido no âmbito da crescente cooperação militar entre os dois países. Na passada quinta-feira, a agência sul-coreana Yonhap também escrevia, num oráculo, que eram visíveis “marcas de influência russa por todo o navio”.
Segundo alguns especialistas, o Choe Hyon poderá ser equipado com mísseis nucleares táticos de curto alcance, embora a Coreia do Norte não tenha até ao momento provado ter a capacidade de desenvolver armas nucleares de pequena dimensão.
O reconhecimento público de falhas técnicas ou administrativas é altamente invulgar na Coreia do Norte.O regime esconde frequentemente incidentes que podem ser interpretados como sinais de fraqueza ou incompetência, especialmente em sectores estratégicos como o militar.
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Notícia atualizada às 10h40 de dia 23 de maio