Na semana passada, o Supremo Tribunal da Argentina confirmou a condenação da antiga Presidente argentina, Cristina Kirchner, a seis anos de prisão e a proibição de alguma vez se recandidatar a cargos públicos. Esta terça-feira, um tribunal federal decidiu que a pena vai ser cumprida em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, escreve o Clarín.
O juiz Jorge Luciano Gorini justificou a decisão com a idade avançada de Kirchner — cumpriu 72 anos este ano — e decidiu que a pena entrou imediatamente em efeito. A ex-chefe de Estado tem, a partir de agora, dois dias para apresentar a lista de todas as pessoas que frequentam a sua casa em Buenos Aires e que poderão ter acesso à residência enquanto a pena é cumprida.
Além disso, a decisão do magistrado obriga ainda Kirchner a uma “regra de conduta”: “Deverá abster-se de adotar comportamentos que possam perturbar a tranquilidade do bairro ou alterar a convivência pacífica”, pode ler-se nos documentos do tribunal a que o jornal argentino teve acesso.
Cristina Kirchner foi Presidente entre 2007 e 2015 e condenada pela justiça argentina por fraude em 2022 por, entre 2003 e 2015, ter atribuído irregularmente obras públicas na região da Patagónia, o que beneficiou um aliado próximo. A antiga Presidente negou sempre qualquer crime e insistiu que está a ser vítima de perseguição política.