1243,8kWh poupados 1243,8 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Seul luta contra praga de "insectos-do-amor" e procura soluções

Este artigo tem mais de 1 ano

Não picam, não fazem mal, mas incomodam muita gente. Uma onda de insectos da família das "moscas-das-flores", invadiu Seul. População usa pesticidas para as afastar, mas as autoridades discordam.

Os habitantes de Seul estão a lidar com uma invasão de insectos, que se têm propagado por trilhos de montanha e áreas urbanas por toda a capital da Coreia do Sul, enquanto os especialistas tentam convencer as pessoas que esta espécie de moscas é inofensiva e discutem formas de a controlar sem pesticidas.

Imagens partilhadas nas redes socais mostram zonas totalmente cobertas por estas moscas tendo-se tornado viral um vídeo filmado na montanha Gyeyangsan, em Incheon, a oeste de Seul.

Incheon recebeu mais de 100 relatos num único dia este ano, adiantam os meios de comunicação social sul-coreanos referindo ainda que as autoridades têm tentado evitar que a população use inseticidas. “Têm um aspecto nojento, mas são, na verdade, insetos benéficos”, explicam, pedindo que não se pulverizem pesticidas indiscriminadamente. Estas moscas polinizam flores e as suas larvas enriquecem o solo ao se decomporem em matéria orgânica, argumentam.

Os peritos recomendam pulverizar água para removê-las das superfícies, instalar armadilhas de luz e de fita adesiva ao redor das luzes exteriores e utilizar roupa escura na rua, porque os insetos são atraídos por cores claras e luz. Os técnicos governamentais estão empenhados a desenvolver pesticidas fúngicos que atacam as larvas das moscas, causando um impacto ambiental mínimo. E lembram que os pardais são uma das espécies que contribui para o equilíbrio do ecossistema, comendo estes insetos e, consequentemente, diminuindo a sua população.

Esta resposta não satisfaz a população — 86% dos habitantes consideram estas moscas uma praga, independentemente dos seus benefícios ecológicos, concluiu um inquérito do Instituto de Seul, citado pelo jornal online sul-coreano Chosun. 

Com o nome científico Plecia longiforceps, são conhecidas como lovebugs na língua inglesa, cuja tradução literal é “insetos-do-amor”. De acordo o The Guardian, esta alcunha foi-lhes atribuída devido ao modo como se acasalam, voando em pares. Os machos morrem no prazo de três a quatro dias, após a cópula — já as fémeas vivem durante cerca de uma semana, largando centenas de ovos em solo húmido antes de morrerem.

A Plecia longiforceps é uma espécie de insecto que não existe em Portugal mas que é da família das vulgarmente conhecidas como moscas-das-flores. Embora o nome “lovebug”em inglês, possa sugerir uma ligação aos percevejos, trata-se, na verdade, de uma mosca que não pica nem transmite doenças.

Originária das regiões sub-tropicais do sudeste da China, de Taiwan e das ilhas Ryukyu do Japão, esta espécie foi pela primeira vez identificada em larga escala na Coreia do Sul em 2022. Os especialistas indicam que o aumento da temperatura e o desenvolvimento urbano em torno de habitats na montanha estão a criar as condições ideais para a sua expansão em direção às zonas de clima temperado, transformando Seul num ambiente particularmente atrativo. As queixas comunicadas às autoridades aumentaram para mais do dobro, passando de 4.418 queixas em 2023 para 9.296 no ano passado.

No entanto, estas moscas têm uma esperança de vida muito curta. Propagam-se rapidamente, e com essa mesma velocidade desaparecem, tipicamente, a meio do mês de julho. Mas os sul-coreanos da região de Seul não têm paciência para esperar pelo meio do mês, não só pelo incómodo que sentem mas também por motivos económicos: há negócios a ser afetados pelos insetos que se introduzem no interior dos espaços. como restaurantes e lojas, por exemplo

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.