Henrique Gouveia e Melo continua a cair nas intenções de voto dos portugueses nas eleições presidenciais do próximo ano e surge agora “quase em empate técnico” com Luís Marques Mendes e António José Seguro. Segundo o mais recente barómetro da Intercampus para Correio da Manhã, CMTV e Jornal de Negócios, o almirante caiu 6,7 pontos percentuais face ao último estudo, feito em junho. Por isso, tem a prestação mais baixa desde que anunciou a candidatura em Belém.
A sondagem, realizada entre os dias 11 e 18 de julho, mostra que Gouveia e Melo reúne 20,6% das intenções de voto. Há um mês, em junho, tinha 27,3%, mas nessa altura já perdia força face aos candidatos rivais e via Marques Marques encurtar a distância. Em março, o almirante chegou a ter 35,6% dos portugueses a admitirem votar em si.
Sondagem. Gouveia e Melo cai, Marques Mendes encurta distância
No novo barómetro, Marques Mendes surge com 17,2% das intenções de voto (uma queda face aos 18,5% de junho) e António José Seguro com 16,5%, O socialista é o candidato que mais sobe nas intenções de voto — em junho tinha 11%. André Ventura, que não oficializou uma candidatura até ao momento, surge em quarto lugar, com 10,6% (mais 2,2 pontos percentuais do que no mês passado).
Como a margem de erro é de 4%, os três candidatos ficam a apenas um décima de um cenário de empate técnico. É a primeira vez que isto se verifica desde que começaram a surgir sondagens acerca do próximo Presidente da República, nota o Jornal de Negócios. A percentagem de indecisos diminuiu de 23,2% para 16,8%.
Em caso de segunda volta, Gouveia e Melo surge na liderança, mas existem novamente cenários de empate técnico (que só não se verificam contra André Ventura). Se for contra Marques Mendes, o almirante poderá conseguir 40,4% dos votos e o social-democrata 39,6%. Se a decisão for contra Seguro, Gouveia e Melo poderá ter 41,6% dos votos e o socialista 38,1%.
A sondagem que foi esta segunda-feira divulgada tem uma amostra constituída por 606 entrevistas, a informação foi recolhida através de entrevista telefónica e a margem de erro, para um intervalo de confiança de 95%, é de 4%.
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