Deixou cair a informação de que seria candidato às eleições, foi deixando sair algumas das ideias que defende para o clube, tem mais algumas cartas que poderá deixar em breve. Entre tantas movimentações, mais raras em termos públicos e mais constantes ainda nos bastidores, Luís Filipe Vieira, antigo presidente do Benfica, só não estava a deixar cair uma única frase: “Sim, sou candidato”. E era isso que voltava a estar agora em foco em mais uma entrevista, desta feita ao Now, depois da presença na edição impressa do CM há duas semanas, tendo em conta que até as próprias candidaturas já oficiais aguardam para saber em concreto se terão ou não o ex-líder dos encarnados ao longo de duas décadas a tentar recuperar a cadeira do poder na Luz.
“Não tenho uma decisão tomada mas sinceramente não excluo essa possibilidade em função do que foram os últimos quatro anos. Este último mandato revelou uma falta de liderança e visão preocupantes para todos os benfiquistas. Perdemos protagonismo, perdemos influência. O Benfica precisa de recuperar voz e peso nos organismos nacionais. Isso só se faz com uma liderança forte, com presença e com visão global, não com silêncio e ausência. A verdade é que, entre os candidatos conhecidos, não vejo ninguém capaz de inverter o rumo. Se sentir que sou necessário, estarei disponível”, apontara na última intervenção pública.
Até esse momento, Vieira tem sobretudo visado o último mandato de Rui Costa perante aquilo que considera ser o legado deixado no clube até 2021. “Quando fui forçado a sair, em 2021, a dívida do Benfica era inferior a 100 milhões de euros. Hoje já vai quase nos 300, com tendência para aumentar. Éramos influentes nos organismos desportivos, determinados, ouvidos, coisa que deixámos de ser. A última eleição para a FPF foi algo penoso de assistir. O Benfica precisa de liderança firme e de um plano claro, e não tem tido isso”, referira, entre algumas “farpas” a Noronha Lopes sem nunca desviar a mira daquele que um dia descreveu como o seu “delfim” no futuro do Benfica (algo que entretanto acabou por assumir ter sido “um erro”).
“Fui obrigado a pensar numa candidatura. Mais quatro anos iguais a estes e ficaremos na mesma situação económica a que o FC Porto chegou no ano passado, que vai ter reflexos durante muitos anos. Não digo na mesma situação desportiva porque nessa já estamos há algum tempo. Se decidir avançar, o fator que determinará essa decisão é a avaliação que faço da atual situação do clube. Não trabalhei 20 anos para agora ver o Benfica a afundar, de braços cruzados. O Benfica precisa de voltar a ter rumo. Se decidir avançar, é para ganhar. Os benfiquistas sabem que podem contar comigo. Só peço aos sócios que comparem, que olhem para o que era o Benfica em 2001, o que era em 2021 e o que se passou nos últimos quatro anos. Depois disso, se entenderem que posso ser útil, estarei cá. O Benfica não pode viver de simpatias ou aparências, precisa de trabalho, visão e coragem. E isso nunca me faltou”, balizara Luís Filipe Vieira.
Era neste ponto que surgia a entrevista ao Now no dia seguinte à Supertaça, que terminou com a vitória do Benfica frente ao Sporting por 1-0 com golo de Vangelis Pavlidis, e depois da apresentação pública do Benfica District, um projeto que tentou “relativizar” mostrando num jornal um plano que defende para o clube e que pretende colocar o Estádio da Luz com uma lotação de 120.000 lugares, entre outros investimentos como uma torre para unidade hoteleira, outra torre para escritórios, um espaço para galerias comerciais ou mais um pavilhão multiusos, entre outros pontos de uma ideia que não passou disso mesmo até agora.
“Todos os dias, quando vou fazer a barba de manhã, olho-me ao espelho e pergunto ‘Vais candidatar-te ou não?’ Os benfiquistas já me conhecem. Não tomarei um passo levianamente. Tenho de ter mais informação para poder definitivamente dizer que sim. Avançar aos olhos escuros como alguns estão a avançar, não vou fazê-lo. Com os pés bem seguros no chão, com o que posso vir a encontrar, tenho de arranjar soluções. Poderei estar disponível mas quando quiser dar esse passo tenho de ter a certeza. Primeiro vou resolver os problemas. Quero ter a certeza que terei competitividade para ser campeão e ter objetivos muito claros para o Benfica. Costumo dizer às pessoas, a brincar, se não faço só um mandato ou mais um ano ou dois porque quero fazer o penta. Quando disser que sim é sinal que vou avançar”, começou por dizer, dando os parabéns à equipa pela vitória na Supertaça (“que já devia ter sido na final da Taça mas coisas extra futebol fizeram com que o Benfica não acontecesse”) e desejando boa sorte para o próximo encontro em Nice.
Só estou à espera de uma resposta, que para a semana já tenho. Falta isso e avanço, é uma resposta. Penso que vamos ter alguns problemas e tenho de estar preparado para tudo, para ter todas as soluções. É só essa resposta e digo a toda a gente que vamos avançar, para marcarem uma entrevista na TV para anunciar que vou ser candidato às eleições do Benfica.”
“Temos trocado opiniões e reunido, eu com a minha equipa. Não estamos bem preparados mas se chegar a uma conclusão e a resposta chegar na próxima semana, temos que tomar uma posição. Na próxima semana devo ter essa resposta. Falarei com todas essas pessoas e digo ‘Está caminho livre para avançar’. E para a outra anunciaremos. Reunidas aquelas condições que penso que vou ter, vamos avançar. Jaime Antunes? Houve muita especulação por causa da questão do almoço mas foi para saber como estavam os projetos do Benfica. O que me disse não me preocupou. O que há é o projeto do colégio, que não avançou, a expansão do Seixal também não…”, assumiu Vieira em relação ao encontro com o seu antigo vice… e de Rui Costa.
“Já há algum tempo que faço a mesma pergunta. Quem é benfiquista sabe o que se passou. Não é só pelos títulos, é pelo que passa cá para fora. O Benfica não teve liderança. Perdeu influência nos órgãos competentes da Federação, da Liga, influência no bom sentido. O Benfica tem de estar em todos os lugares para comandar. Em termos desportivos foi o que se passou. Em quatro anos, as pessoas que estão lá destruíram uma organização que estava montada. Ninguém sentiu a minha saída do Benfica. Tudo funcionou normalmente e estava planeado. Depois, não foi assim que as coisas aconteceram. Quero o meu clube no caminho certo. Não vou esquecer o que percorri nos primeiros dez anos da minha vida no Benfica. As pessoas nem imaginam. Quando fomos campeões em 2004/05, tive a coragem de dizer que foi mau ser campeão. Só houve condições para lutar pelo título em 2009. Essa década foi a melhor de todas”, referiu Vieira.
“O Benfica perdeu influência na Federação, na Liga… Olhe, o presidente do meu clube disse ‘Não votei Pedro Proença, votei no projeto’. O presidente do Conselho de Justiça foi indicado pelo Sporting, o presidente do Conselho de Disciplinar é mulher deste. O vice-presidente do Conselho de Disciplina, advogado do Sporting. Rui Caeiro, vice para a arbitragem, foi vice de Bruno de Carvalho. José Carlos Oliveira, ex-diretor jurídico no Sporting, é o diretor jurídico na Federação, com acesso a todos os contratos dos clubes. É tudo Sporting, é tudo verde. Foi o Sporting que indicou tudo. Foi o presidente do Benfica que permitiu esta situação. Logicamente, em cinco ou seis pelouros, o Benfica tem de estar, o FC Porto também. Pela primeira vez na história que houve uma cavalgada deste género…”, frisou, cerrando depois o ataque a Pedro Proença.
“Pedro Proença andou dois anos e meio em campanha quando era presidente da Liga. Apanhei alguns casos em que estive presente. Conheço perfeitamente o Pedro Proença. Não é por acaso que as pessoas dizem que tenho de voltar, está a pender para um lado, para o do Sporting. O que se passou na Taça de Portugal é demasiado grave. Todos vimos um jogador do Benfica a ser pontapeado. O presidente da Federação ainda não veio a público dizer nada. Manda alguns recados. É a história dele, a manipular as pessoas. Ele queria muitos Rui Costas no futebol, por isso é que está com problemas de candidatar-me”, salientou.
“O Pedro Proença não me quer lá. Ele nunca brincou com os clubes, brincou com alguns… Chegou ao ponto de escrever cartas por um presidente de um clube e entregar a todos. Fez a carta, entregou a um presidente, meteu o nome. Toda a gente sabe quem é o Pedro Proença. Sei como chegou até aqui. Se têm medo? As pessoas acham que ele penaliza nos jogos. Comigo nunca conseguiu brincar. Mesmo com as guerras com Fernando Gomes, em que servia de negociador… Ele não pode meter-se comigo, é pior para ele. O que aquele senhor fez, com a entrevista, é demasiado grave. Não fez nada na Liga, deixou a Liga com uma dívida brutal. Não pode brincar mais. Chegou a aliciar-me para determinado candidato não se candidatar. Tinha 15 mil euros de ordenado, carro e quando fosse para a UEFA ele é que ficava como presidente. As palavrinhas mansas não existem. Longe de mim achar que ia dizer isto, mas fiquei indignado. Ele não se pode intrometer nas eleições do Benfica. Já fez tão mal ao Benfica, até como árbitro”, contou, falando depois de Nuno Lobo.
“Qual é a preocupação dele? Sempre disse que estou inocente em tudo. Fui julgado publicamente, sem se saber o que se passou. Saí do Benfica e não fui condenado em nada. Estou no julgamento do Saco Azul e vamos aguardar. O Nuno Lobo sabe e as pessoas que estavam comigo também. Ele devia saber que sou pai de família e não ando a brincar. Não lhe admito a ele, se fiz ou não fiz. Ele ainda tem outro serviço. Sei de pessoas a quem ele foi fazer insinuações graves a meu respeito, ainda era presidente do Benfica. Se for presidente do Benfica se calhar não vai estar muito tempo no futebol. E não sou só eu, há muitos presidentes de clubes que estão calados porque têm medo, mas não tenham. Ele não pode lá estar muito tempo. Se o sonho dele é ir para a UEFA, que vá. O que é que ele pelo futebol português? Depois do ataque que ele me fez em direto, ainda por cima nem falou no meu nome, mas foi cobarde…”, prosseguiu nesse ataque a Proença, entre um elogio a… Frederico Varandas: “Ele como presidente do Sporting fez o trabalho, muitíssimo bem”.
Só quase meia hora depois do início da entrevista a conversa virou para a parte do futebol, começando por falar na ligação que tem a Bruno Lage. “A pessoa que conhece melhor Bruno Lage sou eu. Saiu para procurar o rumo da vida dele. E muitíssimo bem. Como presidente do Benfica, fui buscá-lo quando ele estava a trabalhar com o Carvalhal. Fui buscá-lo da equipa B para a equipa A. Fui eu que o despedi, aprovado por todos em Conselho de Administração. Quando o despedi, sei quem me dava os recados sobre Bruno Lage. Ele sabe que se há alguém que quer que ele ganhe sou eu. Já deixei de lhe mandar mensagens. Ele sabe que sou amigo dele, que gosto dele e acho que é com ele que o Benfica vai ser campeão. O recado dele para mim não era de certeza. Mal de algum candidato que queira a derrota do Benfica. Que a 25 de outubro estejamos em primeiro lugar e na Liga dos Campeões”, comentou Luís Filipe Vieira, que na altura da troca de Roger Schmidt por Bruno Lage considerou que Rui Costa deveria ter apostado num outro técnico.
“Sérgio Conceição? Conheço o Sérgio desde o tempo do Seixal, quando o Rodrigo jogava lá… Era treinador do FC Porto e falava comigo, até quando estava no Sp. Braga. Sei a relação que tenho com o Sérgio Conceição. Informação para testar os sócios? “Em 20 anos de Benfica nunca fiz isso, mesmo contra a vontade de muita gente. Lembro-me do que se disse de Jorge Jesus quando ele veio. Tinha de escolher com a minha convicção. Não posso lançar um nome para testar as reações dos benfiquistas. Quem quiser ser presidente do Benfica não pode tomar as decisões emocionalmente, ou lidera ou não lidera. Só fui uma vez influenciado, com a saída de Fernando Santos. Já pedi diversas vezes desculpa ao Fernando Santos. Para ser líder, emocionalmente tem de ser muito forte. Quem for fraco emocionalmente não pode ser presidente do Benfica”, atirou, entre garantias de que, caso vencesse as eleições, Bruno Lage continuaria como treinador.
“Andava tudo invertido se um presidente fosse julgado pelos resultados. O futebol é ingrato. Na segunda época do Benfica, Bruno Lage perdeu só um jogo na primeira volta. Depois, descambou. Não era o presidente a ser julgado, Era ele. Nunca fui julgado pelos resultados. Em campo é que se ganha. Qual é a influência do presidente num título? Como o presidente consegue garantir isso? O treinador que estiver terá todas as condições para ganharmos em Portugal e fazer boa figura na Europa”, reforçou nesse capítulo.
A partir daí, Vieira falou mais de temas extra futebol, criticando o nascimento da Benfica Rádio e o projeto do Benfica District, apontando para a necessidade de se “olhar para dentro”, vulgo Estádio para resolver todas as listas de espera da Red Pass, estacionamento e piscinas. “A Benfica Rádio foi uma ideia minha mas depois chegámos à conclusão que não era rentável. Agora fala-se nisso, acho que já contrataram 12 ou 14 pessoas e nem foi apresentada em reunião de Direção. Já saiu a BTV de um lado para pôr lá a Rádio e tudo…”, começou por dizer numa resposta iniciada com as “partes amareladas” no exterior da Luz.
“Esse projeto do Benfica District, ou as imagens, são as mesmas que esses arquitetos fizeram para nós em 2019. Fizeram umas imagens para nós. Achámos que era muito penalizador para o Benfica e desistimos. Será muito mais do que 200 milhões de euros, muito mais do que 300 milhões. A questão é que não é a prioridade do Benfica. Devemos olhar para dentro do estádio. Temos um problema dramático com os Red Pass. Ficou tudo preparado para ter 75 mil lugares, só foi 65 mil por causa da UEFA. O importante é olhar para dentro do estádio, tentar colocar mais 20 mil lugares e a engenharia resolve tudo para chegar aos 90 mil lugares. Temos que prestar melhor serviço na restauração e bares, temos de alterar a cobertura do estádio porque a grande maioria das pessoas apanha chuva. Resolver do estacionamento também…”, disse.
“Este é um projeto só para eleições. Não tem fundamento nenhum para o Benfica. Destruir pavilhões… Os pavilhões do Benfica estão livres durante o dia. Mandar o Museu abaixo, as piscinas… Tem que se fazer manutenção. Isto é uma falta de respeito para os benfiquistas porque eles precisam de resolver o problema dentro do estádio e fora, com o estacionamento. É a mesma empresa de arquitetura que nos tinha apresentado o projeto e nós recusámos. Agora voltaram. O principio é o mesmo. Já em 2019 não servia, hoje muito menos. O que está dentro do estádio não funciona, bares e restauração. A cobertura não funciona, porque tem o problema da chuva. Eu próprio no camarote presidencial molhava-me”, destacou.
De seguida, Vieira assumiu também que não contraria nesta altura João Félix. “Porque é que o Rui Costa não o fez no ano passado? Não havia eleições, fez este ano. No ano passado João Félix estava na mesma situação. Por que não apostou no ano passado? Um jogador que sai do Benfica, para mim, só podia regressar se tivesse 31 ou 32 anos. Depois de vender um jogador, nunca recompraria. Li há uns dias que o Nelson Semedo não renovou, com 31 anos podia acabar a carreira no Benfica. Esforço por Félix? Já viu o esforço que o Benfica está a fazer? Há coisas em que não acredito. E o Benfica ainda não tem o plantel completo. Há sempre investimentos elevados no Benfica. Nunca poderia comprar o Félix, dentro da filosofia que tenho”, frisou.
“Fragilizado pelas vitórias do Benfica? Mal dos benfiquistas que as eleições sejam para avaliar pessoas nos últimos três ou quatro meses. A avaliação a Rui Costa já está feita. A minha avaliação, logicamente, é negativa. É uma pessoa que não é líder. Uma pessoa muito fraca emocionalmente não pode ser presidente do Benfica. Uma pessoa que se veste dos princípios em que são os outros que dão opiniões não pode ser presidente. Se tenho toupeiras na Luz? Eu? Não tenho toupeiras… Tenho o número de telefone e falam comigo, não ando à procura de ninguém. Posso falar com uma ou outra pessoa porque gosto. A informação chega. Imagine que anda aqui tudo aos encontrões e fica a pensar se um dia vai deixar de receber [o salário]. É isso que está a acontecer no Benfica. A mensagem que transmitem é ‘Isto está uma bandalheira’. Se tiver um presidente que é líder e que delega, todos sabem quem manda e dirige. Hoje é um pesadelo estar dentro do Benfica. Só 20 ou 30 pessoas têm alegria. São os muchachos, os boys“, apontou.
“O Rui Costa teve tempo suficiente para aprender. Disse que poderia ser um bom substituto, nunca pensei estar tanto tempo. Quis ser fiel à palavra e disse ao Rui mas disse para não perder a estrutura profissional. Queriam mudar o modelo do Benfica e agora está aí a resposta. O mais importante é o Benfica. Não tenho nada contra o Rui Costa pessoalmente, não lhe desejo mal algum, não posso é ver 20 anos do meu trabalho e de outras pessoas desmantelado. Para mim é importante olhar para o Estádio da Luz. Fui há dias no Estádio da Luz falar com o presidente da Mesa da Assembleia Geral. Nunca pensei ver lá aranhas no estacionamento… A pintura branca já parece cinzenta…. No Seixal, até a relva cresce no cimento. É falta de manutenção. Quando amolecemos, acordamos tarde. Esta direção é amolecida e incompetente”, criticou.
A entrevista terminou com Luís Filipe Vieira a dar a sua visão sobre os casos em que é arguido, voltando a reforçar que está “inocente em tudo”. “Não vivo com fantasmas da justiça. Até hoje o Benfica não foi condenado, eu também não. Sempre estive cá, respondi, não desapareci. Sinto que estou inocente. Confio na justiça, o que não confio é nas pessoas que falam. Tenho que confiar na justiça, porque me permite ter esta serenidade. As pessoas têm de pensar no trabalho que fiz no Benfica, que foi interrompido e toda a gente sabe porquê. Confio na Justiça. Sei as perguntas que me fizeram, que levaram os processos que queriam dentro do Benfica. Houve uma auditoria forense às contas do Benfica e não estive presente. Vou fazer o quê? Não vou para a rua gritar que estou inocente. O que me custa são as atitudes. Hoje a minha mulher foi fazer as unhas e estava lá alguém a dizer ‘Ah, vai voltar para o Benfica para roubar o Benfica’. Quando saí do Benfica tinha muito menos milhões…”, concluiu o antigo presidente dos encarnados entre 2003 e 2021.