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Greta Thunberg anuncia nova frota humanitária com destino à Faixa de Gaza

Este artigo tem mais de 1 ano

"Dezenas de barcos" partirão de Espanha. Campanha procura a mobilização de "mais de 44 países em manifestações simultâneas e ações para quebrar a cumplicidade em solidariedade com o povo palestino".

epa11617192 Swedish climate activist Greta Thunberg shouts slogans during a march to demand social and climate justice, in central Stockholm, Sweden, 21 September 2024. Dozens of different solidarity movements and organizations joined the demonstration around the slogan 'Without social justice there can be no climate justice', Greta Thunberg said on social media platform X, formerly Twitter.  EPA/ANDERS WIKLUND SWEDEN OUT
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▲Thunberg integrou da Flotilha da Liberdade, que tentou levar ajuda humanitária a Gaza, mas foi intercetada em 08 de junho pelo exército israelita

ANDERS WIKLUND/EPA

▲Thunberg integrou da Flotilha da Liberdade, que tentou levar ajuda humanitária a Gaza, mas foi intercetada em 08 de junho pelo exército israelita

ANDERS WIKLUND/EPA

A ativista sueca Greta Thunberg anunciou nas redes sociais que no próximo dia 31 de agosto partirá de Espanha uma nova frota com o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

“No dia 31 de agosto, lançaremos a maior tentativa de quebrar o cerco ilegal de Israel sobre Gaza com dezenas de barcos que partirão de Espanha”, anunciou a ativista este domingo no Instagram.

“Vamos reunir-nos com dezenas de outras [organizações ativistas] no dia 4 de setembro, partindo da Tunísia e outros portos”, diz o anúncio, no qual, além de Thunberg, participam vários ativistas pró-palestinos.

A campanha indica que também se busca a mobilização de “mais de 44 países em manifestações simultâneas e ações para quebrar a cumplicidade em solidariedade com o povo palestino”.

Thunberg integrou da Flotilha da Liberdade, que tentou levar ajuda humanitária a Gaza, mas foi intercetada em 8 de junho pelo exército israelita.

Dos doze ativistas que viajavam a bordo do Madleen, um navio da Frota da Liberdade que pretendia quebrar o bloqueio israelita sobre Gaza e entregar uma quantidade simbólica de ajuda humanitária no enclave, quatro (entre eles Thunberg) aceitaram ser deportados após a interceção do navio pelo exército israelita.

Os restantes ativistas recusaram-se a assinar a deportação voluntária e foram detidos e levados a tribunal para ratificar ordens de expulsão, uma vez que, ao abrigo da lei israelita, quando uma pessoa recebe ordens de deportação, é detida durante 72 horas ou mais antes de ser expulsa do país.

Os advogados dos ativistas afirmaram que as autoridades israelitas “intercetaram e apreenderam à força” o navio e “detiveram os voluntários, violando a sua vontade e os seus direitos fundamentais ao abrigo do direito internacional”.

Outro navio da Frota da Liberdade, o Handala, também foi intercetado pelo exército israelita no passado dia 27 de julho.

Uma das tripulantes do Handala, a deputada franco-sueca no Parlamento Europeu Emma Fourreau, escreveu então na rede social X que o navio foi abordado pelo exército israelita a 115 quilómetros da costa de Gaza e que a tripulação atirou os seus telemóveis para a água como medida de segurança.

“O Handala transportava uma remessa de ajuda humanitária essencial para os palestinianos em Gaza, que incluía leite em pó para bebés, fraldas, alimentos e medicamentos. Toda a carga era civil, não militar, com o objetivo de ser distribuída diretamente a uma população que enfrenta uma fome deliberada e um colapso médico sob o bloqueio ilegal de Israel”, afirmou a organização.

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