1240kWh poupados 1240 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

As joias da esquivel. encontram a cerâmica da GRAUº numa nova loja conceito no Príncipe Real

Este artigo tem mais de 1 ano

Lisboa ganha mais uma loja conceito "fora da caixa", num espaço em que joias e cerâmica misturam-se inspirados pelo design e arquitetura. O próximo passo é uma coleção em conjunto.

5 fotos

A caminhar pela rua Nova de São Mamede, uma perpendicular da rua da Escola Politécnica, no Príncipe Real, há quem possa perceber a mudança na porta do número 13. Onde antes funcionava um bar de vinhos já fechado há muito tempo, está agora a nova concept store que mistura joalharia e cerâmica. Em comum estão os produtos feitos à mão, inspirados em arte, design e arquitetura.

O convite partiu de Sofia Esquivel, fundadora da esquivel., marca de joias criada em 2021. “Senti que estava a precisar de uma loja física. Queria uma zona que não fosse 100% locais, nem 100% turístico. E quando andava à procura de espaços, queria algo mais pequeno. Mas então encontrei este espaço, e já tinha visto muitos durante os sete meses em que estive à procura. Liguei-lhes. Eles não estavam nada à espera”, recorda Sofia, que conta o que disse a Isac e Diogo ao telefone. “Olha, fui ver esta loja, mas é um bocadinho grande. E estava a pensar, adoro a vossa marca. Acho que tem tudo a ver, temos os mesmos backgrounds, tem tudo a ver a geometria, a arquitetura, as referências.”

▲ Sofia Esquivel, fundadora da joalheria esquivel., Isac Coimbra e Diogo Ferreira, fundadores da GRAUº

André Nave

Isac assume que a ideia apanhou ambos de surpresa. “Foi lançado assim o desafio. Ter um espaço físico era uma coisa que nós, a nível de marca, nunca nos tínhamos visto, ou pelo menos não para já”. Contudo, Isac e Diogo decidiram arriscar, considerando importante o contacto direto com os clientes, num espaço com “a parceria certa”. “A loja permite-nos ao mesmo tempo ter um espaço que funcione como um showroom para peças maiores e para ilustrar para as pessoas, já que fazemos muitos projetos por encomenda.”

Sofia, Diogo e Isac conheceram-se em 2021 numa feira no Centro Cultural de Belém e, desde então, acompanham os trabalhos uns dos outros. Contudo, ainda não tinham feito nenhum projeto juntos até o convite chegar, em abril deste ano. Ao longo do mês de maio os três trabalharam na ideia do que seria a loja conceito. Entretanto, quem vê o resultado não imagina o que se passou nos bastidores. “O espaço estava muito mal. A aparência era assustadora, por ter ficado fechado durante imenso tempo. Praticamente só tinham balcões, equipamentos, e era todo roxo, como a cor do vinho”, conta Diogo. “O interessante é que todos nós temos algum background em arquitetura. A Sofia e eu somos arquitetos de formação, o Diogo, designer de interiores. Então, as três sinergias resultaram muito bem”, explica Isac, sobre o projeto da loja. “Numa das primeiras visitas, logo que viemos cá, tínhamos esta ideia quase de um conceito de ying e yang de duas cores, que representassem as duas marcas a funcionar no mesmo espaço. E foi por isso que depois acabou por ter este impacto do terracota e do creme”, diz Diogo.

[Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

O espaço minimalista destaca as criações das duas marcas. Do lado da GRAUº, o fundo creme deixa em evidência as peças em cerâmica para pendurar na parede ou decorar, com um painel mostruário que permite várias alturas e posições. “As paredes passam o produto da marca, e o centro do espaço é quase uma partilha de experiências de criatividade. Vão aqui haver vários eventos à volta desta mesa. Seja workshops, seja catering para a inauguração, seja uma mesa de mood board com clientes para conseguirmos personalizar as peças”, diz Diogo, sobre a mesa central desenhada pelos três para a loja. “A ideia é esta mesa ser um espaço de comunhão e criatividade. É o centro, o coração da loja.”

▲ Todos os detalhes e peças do espaço foram projetados por Isac, Diogo e Sofia, que têm backgrounds em arquitetura e design de interiores

André Nave

Já do lado da esquivel., o terracota destaca a prata reciclada das peças com desenhos inspirados em grandes obras da arquitetura moderna. Sofia viveu sete anos em Londres, onde trabalhou num coletivo de artistas e designers que faziam peças sob encomenda, com cenografia e também estudou joalharia. “Já trabalhava muito com coisas esculturais, mas em escalas diferentes. Ou seja, eu saí da arquitetura, que é uma escala grande, depois fui trabalhar para uma escala mais de escultura, instalações interativas, de luz, grandes, outras pequenas, e a joalharia era o meu hobby em Londres.” Agora produz coleções limitadas e sem género, além das peças sob encomenda, principalmente anéis de noivado. Na nova loja, quer receber os clientes para mostrar as peças e discutir as personalizações.

Mas a parceria pode ir além. Uma coleção conjunta “já está na to-do list”, assume Isac, que diz que até o final do ano as duas marcas esperam poder juntar cerâmica e joalharia em novos produtos. “Ainda estamos na fase de esboços iniciais, falar em ideias”. Já Diogo confessa que “abrir um conceito desta loja em outro sítio” pode ser um objetivo a médio prazo. “Acho que cada marca tem os seus objetivos. Juntos, é fazermos mais colaborações entre nós“, diz a fundadora da esquivel., que para já se mostra feliz com o resultado de pouco mais de uma semana em soft opening no Príncipe Real. “As pessoas entram e dizem que se sentem muito inspiradas, porque é um espaço criativo, fora da caixa”.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.