Um confronto entre reclusos de gangues rivais na cidade equatoriana de Esmeraldas matou 17 pessoas, de acordo com um comunicado emitido pela polícia do Equador, citado pela CNN em Espanhol.

“A situação deve-se a uma ordem externa do grupo de crime organizado Tiguerones para eliminar membros dos [gangues] Los Lobos, Los Choneros e prisioneiros não afiliados”, lê-se no comunicado, onde as autoridades avisam que o número de mortos pode ser “ajustado” com a evolução da operação de segurança no estabelecimento prisional.

O portal noticioso Primícias, citando relatos nas redes sociais de familiares dos reclusos, indica que estes confrontos se terão iniciado pelas 3h00 desta quinta-feira (9h00 na hora de Lisboa). Tudo terá começado, explica o portal, com um falso alarme dado por um preso, que foi aproveitado por outros reclusos para roubar as chaves das celas que um guarda transportava“.

Depois de abertas as portas das suas celas, os reclusos ligados aos Los Tiguerones terão saído do bloco onde estavam presos e atacado os dos outros gangues, acrescenta o portal.

O órgão do governo responsável pela gestão de prisões, o Serviço de Atendimento a Pessoas Privadas de Liberdade, garantiu em comunicado que “as autoridades competentes estão a realizar as investigações necessárias para esclarecer o que aconteceu”, prometendo “mais detalhes” para breve.

As prisões têm sido um grande foco de violência de gangues ligados ao narcotráfico no Equador. Desde 2021, indicou a agência EFE, já morreram cerca de 600 prisioneiros em confrontos dentro dos estabelecimentos, a maioria em conflitos de gangues.

Devido a esta violência, em que se vive para além das cadeias, o Presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou em 2024 que o país estava em “conflito armado interno”, algo que incluiu, entre outras medidas, o destacamento de soldados para controlar as prisões, como é o caso de Esmeraldas.