Com o fim do verão, chegam os recomeços. Recomeço de rotinas, de escola, de trabalho ou até mesmo de reencontros culturais. Na CaixaForum+, não é diferente, e, por isso, a plataforma de streaming da Fundação ”la Caixa” com o apoio do BPI tem um “cardápio” recheado de novos documentários. Deixe-se surpreender por histórias como o desaparecimento e ressurgimento de um Caravaggio, pelo segundo ciclo do Festival Márgenes ou pelos sete novos comentários do DocLisboa.
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DocLisboa: 7 novos documentários
Como em “equipa vencedora, não se mexe”, a colaboração da CaixaForum+ com o Doclisboa continua. Do terceiro ciclo do principal festival de cinema documental de Portugal, chegaram sete novos documentários à plataforma de streaming:
- Campo: Do cineasta Tiago Hespanha, fala-nos sobre o mundano e o transcendental. Partindo de Alcochete, onde está a maior base militar da Europa, militares treinam missões fictícias, enquanto astrónomos observam estrelas e um rapaz toca piano para veados selvagens que por ali espreitam durante a noite. Uma reflexão sobre a natureza das coisas, físicas e humanas, transcendentes e mundanas;
- Herbaria: Uma viagem pela preservação botânica e cinematográfica, em que o autor, Leandro Listorti, explora as derivações artísticas e políticas que ligam os dois mundos;
- H: Neste documentário, o cineasta Carlos Prado imagina a noite que o seu tio Hilario teria vivido se, nesse dia, não tivesse morrido colhido por um touro nas Festas de São Firmino, em Pamplona, Espanha;
- Raposa: Neste documentário, a realizadora Leonor Noivo abre o seu diário pessoal sobre a anorexia (metaforicamente representada pela raposa) que a atormentou, assim como a outros pacientes do Hospital de Santa Maria, em Lisboa;
- La vida en común: Ezequiel Yanco conta como, apesar da caça ser um ritual de iniciação tradicional no norte da Argentina, o jovem Urial escolhe um caminho diferente;
- Sobre las nubes: Demonstra-nos como um cozinheiro, um engenheiro desempregado, uma enfermeira e uma livreira, os protagonistas deste documentário realizado por María Aparicio, sobrevivem no difícil mercado de trabalho da cidade espanhola de Córdoba;
- Llamada desde Moscú: Com direção de Luís Alejandro Yero, o documentário retrata a jornada de quatro jovens cubanos que procuram asilo político em Moscovo, na Rússia, pouco antes da guerra com a Ucrânia espoletar.
O Caravaggio perdido
Imagine ter numa parede da sua casa, uma obra do pintor italiano Caravaggio, sem saber o valor da mesma. É isso mesmo que é contado no The sleeper. O Caravaggio perdido. Neste documentário, Álvaro Longoria (o realizador) conta a história de uma das 70 obras preservadas de Caravaggio que passou anos numa sala sem que os proprietários conhecessem o seu real valor, e a viagem que a mesma fez posteriormente, até se tornar numa das peças mais cobiçadas por colecionadores e negociantes de arte do mundo. O realizador, juntamente com as argumentistas Ana Barcos e Marisa Lafuente, retrata as intrigas entre família, marchands, galerias, especialistas, museus e investidores, depois da descoberta desta obra. Para chegar ao resultado, o documentário teve ainda o auxílio do marchand de arte Jorge Coll.
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Festival Márgenes: a 2.ª edição
Numa altura em que o mundo parece estar saturado de conexões, imagens e dados, chega, à CaixaForum+, o ciclo Tecnosombras, do Festival Márgenes. Nele, é proposta uma imersão em territórios híbridos, em que o real e o virtual se confundem e revelam as fissuras do nosso presente hiperconectado, bem como as novas identidades digitais. Trata-se de uma exploração dos mundos virtuais como espaços complexos de narrativa e crítica social. De entre os vários títulos, destacam-se:
Real, de Adele Tulli, que nos leva numa viagem audiovisual caleidoscópica e envolvente que explora o significado do ser humano na era digital;
Best secret place, de Jonathan Vinil e Caroline Poggi, em que se reflete, de forma quase metafísica, sobre o fascínio pela violência na cultura gamer, o seu impacto social e a sua ligação à condição humana;
Fantastic machine, dirigido por Axel Danielson e Maximilien Van Aertryck, produzido pelo cineasta Ruben Ostlund, centra-se na evolução da criação de imagens e os efeitos que teve na sociedade;
Aphantasia, de Anna Giralt e Jorge Caballero, questiona se com o surgimento de novas máquinas capazes de criar imagens fora da mente humana, estaremos perante o início de uma imaginação coletiva ou diante da atrofia permanente da imaginação.
Vai querer perder?