O cabeça de lista da coligação PPM/PTP à Câmara de Lisboa, Tomaz Ponce Dentinho, sublinhou esta terça-feira que uma das principais bandeiras da candidatura é “manter o emprego” na cidade e sublinhou que para isso é “fundamental manter o aeroporto”.

“Lisboa para ser desenvolvida e sustentável tem que, em primeiro lugar, ter emprego”, defendeu o candidato, em declarações à Lusa no primeiro dia oficial de campanha para as autárquicas de 12 de outubro, frisando que “acabar com o aeroporto de Lisboa sem ter alternativa e para longe é, de facto, muito grave”.

“Há formas de fazer e, para além do mais, se o expandirmos com um custo de até 2,7 mil milhões de euros, vale a pena expandir este aeroporto em relação às alternativas que são apresentadas no estudo [técnico pedido pelo Governo]”, considerou, depois de uma visita à infraestrutura aeroportuária da capital, referindo-se ao projeto da construção do novo aeroporto em Alcochete, no distrito de Setúbal.

Tomaz Ponce Dentinho sublinhou que a construção do aeroporto Luís de Camões resultaria na “perda de 70 mil postos de trabalho” no aeroporto Humberto Delgado, na capital, o que rejeita, por o emprego ser “um fator essencial à cidade”.

Em alternativa, além de manter o aeroporto na capital, propõe que seja construída uma nova ligação de comboio entre o aeroporto, o Areeiro e a estação de Alcântara, de forma a reduzir a “pressão turística sobre a cidade”.

“A ligação do comboio entre o aeroporto e o Areeiro e Alcântara-Mar/Alcântara-Terra iria permitir que o turismo que se concentra na zona centro de Lisboa seja, de alguma forma, diluído pela linha de Cascais”, sustentou.

Já no que diz respeito ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), o candidato defendeu que os valores do imposto devem ser “ajustados de acordo com o serviço prestado pela Câmara”.

“No fundo, se existe um bairro que não tem passeio, que não tem parqueamento, que não tem acessibilidade a transportes públicos decentes, naturalmente tem que pagar menos IMI daquilo que está definido”, afirmou o candidato da coligação PPM/PTP — Democrática Aliança.

O candidato lamentou, por outro lado, que, depois de um primeiro convite para o primeiro debate de candidatos a Lisboa, não tenha sido chamado para o encontro, após a alteração da data.

Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/IL), Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN), João Ferreira (CDU-PCP/PEV) e Bruno Mascarenhas (Chega) participaram no debate.

Tomaz Ponce Dentinho argumentou que se o critério utilizado era convidar as candidaturas que tivessem representação na Assembleia Municipal de Lisboa — já que o Chega não tem representação no executivo – deveria também ter participado, uma vez que o PPM elegeu Gonçalo da Câmara Pereira quando concorreu coligado com PSD e CDS-PP em 2021.

Concorrem ainda à presidência da Câmara de Lisboa Ossanda Líber (Nova Direita), José Almeida (Volt), Adelaide Ferreira (ADN) e Luís Mendes (RIR).

Atualmente, o executivo municipal integra sete eleitos da coligação “Novos Tempos” – PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança, sete eleitos da coligação “Mais Lisboa” – PS/Livre, dois da CDU e um do BE.