O treinador José Mourinho considerou esta quinta-feira que o Benfica “tem menos uma Taça de Portugal do que devia” no seu palmarés de futebol e disse esperar “um jogo fantástico” do Desportivo de Chaves, o adversário da terceira eliminatória.

“O Benfica tem uma história fantástica com a Taça de Portugal. Tem uma Taça a menos das que deveria ter, pois a da época passada todos sabemos que devia ter sido do Benfica e não foi por motivos estranhos à essência do jogo. Tive a sorte de ir ao Jamor em pequenino ver o meu pai jogar, depois fui muitas vezes e ele como treinador. O Jamor continua a ser uma coisa que mexe comigo. Gostava muito de jogar uma final da Taça como treinador do Benfica”, frisou o treinador setubalense.

Em conferência de imprensa de antevisão à visita ao Desportivo de Chaves, da II Liga, para a terceira eliminatória da Taça de Portugal, José Mourinho elogiou o seu adversário, que considerou ter qualidade de I Liga, e exigiu respeito pelo encontro. “É de divisão inferior, mas não tem um futebol de divisão inferior. Se estivesse na I Liga, não seria muito diferente das formações da metade inferior. Irá exigir de nós seriedade, a começar por mim. É respeito pelo Benfica e pelos adeptos, devido ao significado que a Taça de Portugal tem na história do clube, e respeito pelo Chaves e pela história dos seus jogadores e treinador. Vou mudar muito pouco”, salientou.

Sendo o primeiro jogo após a pausa para as seleções nacionais, que afastou uma grande parte do plantel dos trabalhos dos “encarnados”, José Mourinho revelou a titularidade de Samuel Soares e a ausência de Richard Ríos, para encarar o duelo.

“Tivemos um grupo inesperadamente maior do que estávamos à espera e nunca estivemos numa situação de termos mais treinadores do que futebolistas. Foi um trabalho positivo para os que ficaram. A não utilização de muitos deles na seleção tem um lado positivo e negativo. Por um lado, não chegam carregados de minutos, mas, muitas vezes nas seleções, não se treina muito, é mais virado para as táticas específicas. Há sempre um pedacinho de dúvida. O risco é não jogar bem”, disse.

Contudo, José Mourinho assegurou que, desde quarta-feira, o clube lisboeta teve “condições para trabalhar bem e estar preparado”, acreditando que os flavienses farão um “jogo fantástico”, e aceitou a data da partida, apesar do tempo escasso.

“Devia-nos ter tocado o Águias da Musgueira, o Oriental ou o CAC Pontinha. Veio tocar-nos o Desportivo de Chaves. Obviamente, o jogo tem de ser na sexta-feira. Já vamos chegar a Lisboa madrugada fora no sábado, teremos de viajar na segunda-feira e jogar na terça-feira. Prefiro perder um dia na chegada dos jogadores vindos da seleção e ganhar um dia na preparação para o outro jogo. A maioria dos atletas que vão começar amanhã [sexta-feira] não é gente que acabou de chegar”, atirou.

O Benfica, terceiro classificado na I Liga de futebol, visita o Desportivo de Chaves, quarto na II Liga, pelas 19h30 de sexta-feira, para a terceira eliminatória da Taça de Portugal, a disputar-se no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves, que contará com a arbitragem de David Silva, da associação do Porto.

[Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]