Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a morte de Pinto Balsemão

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou esta terça-feira Francisco Pinto Balsemão como “uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos”.

“Visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata, social-democrata, europeísta e atlantista, esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje. Portugal não o esquece. Portugal nunca o esquecerá”, lê-se numa nota do chefe de Estado publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Nesta nota de pesar, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “Portugal perdeu, hoje [esta terça-feira], uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos” e realçou a intervenção de Francisco Pinto Balsemão “na política, na sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa”.

“Na política, deputado da Ala Liberal, e, nela, coautor dos projetos de revisão constitucional, lei de imprensa, lei de reunião e associação e lei de liberdade religiosas, para mudar o Portugal do final de sessenta e início de setenta”, referiu.

O chefe de Estado elencou, a seguir, as funções políticas exercidas por Balsemão após o 25 de Abril de 1974: “Fundador do PPD, hoje PSD, vice-presidente da Assembleia Constituinte, parlamentar, governante, presidente do partido e primeiro-ministro, durante a revisão constitucional que pôs termo ao Conselho da Revolução, com a transição para a democracia plena” e “conselheiro de Estado”.

“Desde os anos 70 do século passado até ao novo século, dos políticos portugueses com efetiva projeção externa, em particular na Europa e nos Estados Unidos da América. Na sociedade, integrando ou liderando causas, movimentos de opinião e instituições europeístas, euroafricanas e latino-americanas e transatlânticas”, acrescentou.

Por outro lado, o Presidente da República destacou o papel de Balsemão “na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa, militando contra a censura e o exame prévio, fundando o Expresso antes do 25 de Abril, criando um novo grande grupo de comunicação social, elaborando a primeira lei de imprensa democrática, integrando o Conselho de Imprensa, lançando a SIC, revolucionando o que era a informação no final da ditadura e no início da democracia”.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve, ainda antes do 25 de Abril, na criação do Expresso, com Balsemão, com quem também iniciou o seu percurso político-partidário no Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata (PSD).

Após a morte de Sá Carneiro, o agora chefe de Estado fez parte do VIII Governo, o segundo chefiado por Francisco Balsemão, entre 1981 e 1983, para exercer, primeiro, as funções de secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e, depois, de ministro dos Assuntos Parlamentares.

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