O presidente eleito da Câmara de Cascais, que toma posse este sábado, assegura que o próximo executivo terá condições de estabilidade para governar o concelho, com outros partidos, e aponta como prioridades a habitação, segurança, saúde e mobilidade.
“Será um executivo com condições para dar a estabilidade que Cascais precisa para os próximos quatro anos”, disse Nuno Piteira Lopes (PSD), que desempenhava até agora o cargo de vice-presidente do município, salientando que confia “plenamente que todos os que assumem responsabilidades neste novo executivo, independentemente da sua origem política, têm amor por esta terra”.
Piteira Lopes, que sucede ao também social-democrata Carlos Carreiras, que atingiu o limite de mandatos, venceu as eleições autárquicas de dia 12 pela coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP).
Em declarações à Lusa, o autarca disse confiar que os restantes eleitos na câmara irão levantar “a bandeira” do “município e não a de qualquer” partido que representam.
“Acho que foi uma vitória expressiva da coligação Viva Cascais, que sozinha conseguiu mais do dobro dos votos do que o segundo e terceiro classificado juntos. Agora é uma vitória onde os eleitores mostraram que querem em Cascais uma governação mais plural, mais fragmentada e, por isso, escolheram mais do que uma força política para participar naquilo que são as decisões que vão moldar o futuro”, considerou.
A coligação PSD/CDS-PP perdeu, após seis mandatos seguidos, a maioria absoluta em Cascais, no distrito de Lisboa, ficando com cinco eleitos (em vez dos atuais sete), o PS passou para dois (menos um), o independente João Maria Jonet, que se desfiliou do PSD, conseguiu dois eleitos e o Chega aumentou para dois (mais um).
“Os resultados que saíram das eleições são também uma oportunidade única que eu tenho para construir consensos […] mais sólidos, decisões mais ponderadas, estratégias mais sustentáveis” e “duradouras no tempo”, salientou Piteira Lopes, defendendo que “Cascais merece essa estabilidade” e “uma governação que seja focada nas pessoas e cada vez menos preocupada com jogos políticos”.
O autarca lembrou que ainda na campanha eleitoral disse que, com ou sem maioria, “estaria disponível para conversar e trabalhar com todos” os eleitos para a câmara, reforçando estar convencido que vai “conseguir apresentar aos cascaenses para os próximos quatro anos um governo com muita competência e com pouca conveniência”.
No entanto, o social-democrata reservou para a tomada de posse, este sábado à tarde no Centro de Congressos dos Estoril, a divulgação de “quais os partidos que estão disponíveis” e os “que não estão disponíveis” para trabalhar no executivo.
“Apesar de ser um projeto de continuidade, eu não me candidatei para ser presidente para gerir o dia-a-dia. Eu candidatei-me com um programa de transformação para a próxima década e, por isso, aquilo que são os principais desafios já para os primeiros 100 dias serão o de garantir o aumento de 3.600 para 5.000 fogos de habitação pública no concelho de Cascais”, adiantou Piteira Lopes.
As outras prioridades, prosseguiu, são “a abertura de concurso para 77 novos agentes para a Polícia Municipal, para o reforço dos quadros e das competências” desta força policial, “o alargamento do projeto Bata Branca a todas as freguesias do concelho”, para consultas a quem não tem médico de família, “e o alargamento da gratuitidade do transporte também ao comboio da Linha de Cascais”, à semelhança do transporte rodoviário no concelho.