Os passageiros da Linha de Cascais que entram a partir de São Pedro, Parede e Carcavelos ou com destino a estas estações, vão passar a dispor de uma oferta reforçada nas horas de ponta da manhã e do final da tarde. Esta é a principal consequência das obras de modernização na estação de Oeiras que vão obrigar a mudar o ponto de partida dos comboios, que saem atualmente desta estação com destino ao Cais do Sodré, para São Pedro.
“Assim, estes comboios, que atualmente têm origem ou destino em Oeiras, passam a iniciar e a terminar o percurso em São Pedro do Estoril”. Esta intervenção pode também implicar uma mudança dos locais de embarque e desembarque na estação de Oeiras, avisou a Infraestruturas de Portugal em comunicado.
Em resposta ao Observador, fonte oficial da CP garante que o nível da oferta será mantido durante esta intervenção cujo início está previsto para 8 de novembro, indicando que os horários terão “ligeiros ajustes devido à alteração da origem e destino dos comboios”. Nem a CP nem a IP indicam qual a data de duração prevista para estas alterações.
Os novos horários já podem ser consultados no site da empresa.
Em vez de Oeiras, os comboios com paragem em todas as estações vão passar a partir de São Pedro, o que representa um reforço da oferta para os passageiros que entram ou têm como destino São Pedro, Parede e Carcavelos, entre as 07h00 e as 10h00 no período da manhã, e entre as 17h00 e as 20h30 no período do final da tarde. Este aumento de oferta resulta da circunstância de estas estações serem também servidas pelos comboios rápidos que vêm ou vão até Cascais.
Nos atuais horários, apenas os passageiros de Oeiras, Algés e Alcântara tinham acesso à oferta reforçada durante a hora de ponta, uma vez que durante este período são paragens obrigatórias para todos os comboios que circulam na linha de Cascais. Estas estações chegam a ter partidas com cadências de cinco minutos, quando nas restantes estações a frequência é da ordem dos 15 minutos durante os períodos de maior procura. Ao primeiro grupo vão juntar-se mais três paragens — São Pedro, Carcavelos e Parede.
Para além da intervenção em Oeiras, a empreitada de modernização da Linha de Cascais continua a decorrer no troço entre Cascais e Caxias, com interrupções da circulação durante o período noturno que obrigam a serviços de transbordo rodoviário que serão mantidos, “de forma a mitigar os impactos na mobilidade dos utilizadores do serviço ferroviário na Linha de Cascais”.
A IP também não diz quanto tempo mais vão demorar estes trabalhos, acrescentando que os mesmos “visam reforçar a segurança da infraestrutura, melhorar a fiabilidade do serviço ferroviário e facilitar o embarque e desembarque dos passageiros, através da redução da distância entre os comboios e as plataformas e da melhoria das condições de acessibilidade.”
As obras na Linha de Cascais começaram em 2023 e deverão estender-se até 2028, permitindo à infraestrutura receber os novos comboios encomendados pela CP a partir de 2029.
[Em dezembro de 2009, uma mulher é encontrada assassinada a tiro no estado do Rio de Janeiro. A polícia brasileira há-de confirmar que o corpo é de Rosalina Ribeiro, a herdeira de um milionário português, que tinha sido dada como desaparecida. A última pessoa conhecida a vê-la com vida tinha sido o advogado português dela, o ex-deputado e antigo líder parlamentar do PSD Domingos Duarte Lima. Já pode ouvir, em antestreia, o primeiro episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]