O ministro da Economia assegura que a fábrica da Bosch de Braga “vai garantir todos os direitos dos trabalhadores” enquanto estiver em layoff, um processo que vai abranger cerca de 2500 trabalhadores.
A Bosch anunciou esta semana que, devido à falta de chips, cerca de 2.500 colaboradores “serão afetados pela suspensão dos contratos de trabalho e/ou redução de horas de trabalho”, num período que pode ir até abril do próximo ano.
Questionado sobre essa situação no parlamento, na sequência de uma audição no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026 na especialidade, Castro Almeida começou por sublinhar que o problema da Bosch “não é quebra de mercado, não lhes falta trabalho nem competitividade, falta-lhes um produto cujo fornecimento foi interrompido e pode ficar interrompido muito tempo”.
Nesse sentido, avançou o ministro, o secretário de Estado da Economia apurou esta semana junto da empresa que a Bosch “vai garantir todos os direitos dos trabalhadores”, e que estes estarão disponíveis para voltar quando houver material. “Há uma leitura de relativa tranquilidade sobre situação dos trabalhadores e o futuro da empresa”, sublinhou o ministro, que acredita que o problema “não vai colocar em causa o futuro da empresa que é tão relevante na região e no país”.
Em resposta ao PCP, que questionou o ministro sobre a situação da empresa destacando os lucros da Bosch Portugal e os despedimentos que a empresa fez no ano passado, Castro Almeida reforçou que a Bosch “é uma empresa próspera, esta de pé, quer continuar de pé”, só que tem um “problema muito sério” de falta de chips por causa de um “fornecedor que não está a entregar a horas”. Apesar disso, a empresa vai “continuar a suportar os encargos com trabalhadores”. “Acha que há alguém mais interessado em retomar a atividade rapidamente do que a administração da Bosch?”, retorquiu.
Fábrica da Bosch em Braga entra em lay-off em novembro devido à falta de chips