E vão duas temporadas consecutivas. Pelo segundo ano seguido, o FC Porto carimbou nove vitórias nas primeiras dez jornadas do Campeonato — sendo que o registo atual até é melhor do que o anterior, já que os dragões ainda não perderam e só escorregaram no empate sem golos contra o Benfica.

Para quem tem nome de piloto basta mesmo acelerar e cruzar a meta (a crónica do FC Porto-Sp. Braga)

Num domingo muito complexo para a equipa de Francesco Farioli, onde o Sp. Braga foi superior durante grande parte do jogo, empatou no início da segunda parte e valeu um contra-ataque finalizado por Borja Sainz para garantir a vitória, o FC Porto manteve a liderança isolada do Campeonato com mais três pontos do que o Sporting, ultrapassou um dos adversários mais difíceis das competições internas e voltou a registar dois triunfos seguidos um mês depois.

Depois do apito final, o treinador dos dragões foi questionado sobre o facto de este ter sido o jogo mais difícil da temporada. “Sentimo-nos bem. Jogámos contra uma equipa que é muito bem orientada, que joga bom futebol e é muito agressiva. Disse que ia ser um jogo muito aberto e acho que tivemos as melhores oportunidades. Se calhar podíamos ter feito mais numa altura mais precoce do jogo, mas acho que a atitude foi fantástica. Contribuição ótima de todos os jogadores, mesmo dos que entraram. É um resultado muito importante e vamos em frente”, começou por dizer.

“Ao intervalo o jogo estava muito bom. Preparámos tudo aquilo. Talvez tenhamos sofrido um bocadinho mais no início da segunda parte, porque o Sp. Braga colocava muitos jogadores no lado da bola. Não concedemos oportunidades fora lances de bola parada e um remate de fora da área. Acho que estivemos muito bem. Controlámos mais sem bola em certos momentos do que fazemos em alguns jogos, mas o futebol é isto. Jogamos contra muitas equipas e temos de ser capazes de ajustar quando o adversário obriga a isso. Foi uma prova de maturidade e um resultado muito bom contra uma equipa muito boa”, acrescentou.

Mais à frente, Farioli justificou o facto de ter tirado William Gomes para lançar Pablo Rosario ainda antes do golo de Borja Sainz. “Precisávamos de força no meio-campo. O Sp. Braga é uma das equipas mais intensas do Campeonato, vocês viram a mobilidade dos jogadores que jogavam por dentro. E era necessário ter um jogador como o Pablo, que sinto que foi uma das chaves do jogo para voltarmos a ter algum controlo. E depois, claro, voltámos a ter criatividade com o Gabri. A assistência é dele para o golo do Borja, que finaliza muito bem”, indicou, antes de confirmar que a vitória foi importante para o momento anímico da equipa.

“Até por ser o adversário que é e por todas as circunstâncias que nos rodeiam. Se quisermos aprender há sempre uma oportunidade. Já disse que tínhamos de treinar a jogar contra 10 homens, agora temos de treinar quando o campo é mais pequeno e quando, sempre que fazemos faltas, levamos cartões amarelos”, atirou.

Já Borja Sainz, que entrou na segunda parte para se tornar herói, assumiu a dificuldade do jogo. “Marcar golos e dar tudo em campo é algo que o mister deixa muito claro em cada treino, é algo importante e que todos nós temos noção, tanto os que começam de início como os que vêm do banco de suplentes. Marquei um golo e estou muito contente pelos três pontos que somámos”, começou por dizer.

“O adversário fez um bom trabalho, tem uma boa equipa, sabíamos o que íamos ter pela frente, aguentámos e conseguimos os três pontos, que era o mais importante. Os jogadores que entram também ajudam e o mister diz isso sempre, o Pablo Rosario deu-nos alguma estabilidade. Acho que foi o jogo mais difícil que tivemos no Estádio do Dragão. Levamos os três pontos de forma justa e a liderança na Liga é merecida”, acrescentou o avançado espanhol.