O número de professores do ensino básico e secundário e de educadores de infância que se vão reformar este ano deve atingir os 3.600, naquele que será o segundo valor mais alto da década, apenas atrás de 2024, no qual se reformaram quase 4.000.
De acordo com o Público, cerca de 400 professores vão avançar para a reforma já no mês de dezembro, segundo a lista da Caixa Geral de Aposentações divulgada em Diário da República na sexta-feira.
Em novembro ocorreu um número similar de aposentações e reformas de docentes, consolidando a tendência de crescimento após o verão, após o número de saídas ter descido em julho e agosto.
O número final de aposentações será, todavia, ainda superior, uma vez que esta estatística tem apenas em conta os docentes vinculados no Ministério da Educação, Ciência e Inovação, sem incluir docentes do ensino superior, instituições privadas e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
O relatório divulgado a partir do Estudo de Diagnóstico de Necessidades Docentes de 2025 a 2034, que foi conhecido recentemente, aponta para a necessidade de recrutamento de cerca de 20 mil professores até 2029/2030, um número que projeta ainda para a necessária entrada de 38 mil novos professores até 2034, a uma média de 3.800 por cada ano letivo.
O documento especifica ainda que as carências de docentes irão fazer sentir-se com mais peso no ensino secundário.
Os alertas sobre a falta de professores e o risco de deixar mais alunos sem aulas durante o ano letivo levou o Governo a avançar com um conjunto de medidas, entre as quais o adiamento da reforma a troco de um suplemento remuneratório de 750 euros mensais para os professores que optem por continuar nas escolas.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, adiantou na última semana, no Parlamento, que o número de professores que tinham adiado a reforma no ano letivo anterior tinha chegado aos 1.496 e que no presente ano estava já muito próximo dos 1.000.