A pick-up Hilux, um dos modelos mais emblemáticos da Toyota e vendida um pouco por todo o mundo, revelou a sua 9.ª geração que, simultaneamente, oferecerá uma versão híbrida e será a primeira a disponibilizar duas versões 100% eléctricas, ainda que com tecnologias distintas. A nova Hilux começará a ser fabricada na próxima Primavera, com as primeiras unidades a chegarem a Portugal a partir de Setembro de 2026.
A nova pick-up japonesa começa por exibir uma estética diferente, com uma frente mais alta e musculada, com faróis mais esguios e pequenos, colocados em posição mais elevada. Por dentro também há novidades, tanto mais que a 9.ª geração da pick-up passará a estar exclusivamente disponível com cabina dupla, abandonando as soluções cabina simples e king cab. Ao centro, no tablier, surge agora um ecrã com 12,3”, a mesma dimensão do painel de instrumentos colocado em frente ao condutor, que pela primeira vez usufrui de uma direcção assistida electricamente.
Os potenciais clientes deverão ficar entusiasmados com as motorizações da nova Hilux, que passa a oferecer mais possibilidades de escolha. As primeiras versões a chegar ao mercado serão a Híbrida 48V (na realidade é mild hybrid) e a 100% eléctrica a bateria (BEV). A primeira é a mais convencional, conjugando o conhecido motor com quatro cilindros e 2,8 litros turbodiesel da marca, que desenvolve 204 cv, com um pequeno motor eléctrico a 48V. A Toyota não avançou dados específicos sobre a sua mecânica mHEV, mas tudo indica que deve ser similar à introduzida na 8.ª geração da pick-up, juntamente com o restyling de 2024. Esta é a mecânica para quem procura uma Hilux para trabalho, uma vez que transporta cargas até 1 tonelada e possui uma capacidade de reboque de 3500 kg.
A Hilux eléctrica atrai maiores atenções, até pelo factor “surpresa”. Monta uma bateria com 59,2 kWh de capacidade, que utiliza para alimentar os dois motores eléctricos, um em cada eixo, totalizando 196 cv. Isto permite à pick-up a bateria transportar 715 kg de carga e rebocar 1600 kg (dados ainda em fase de homologação). O pequeno acumulador, associado a um veículo necessariamente pesado, explica a autonomia de apenas 240 km em WLTP.
Depois das versões mHEV e BEV, a lançar em 2026, a Toyota irá alargar a gama de forma a acomodar uma segunda versão 100% eléctrica a partir de 2028, mas com uma tecnologia diferente da primeira. Em vez de recarregar a energia de que necessita para fazer funcionar os motores, esta possui a bordo uma célula de combustível (fuel cell) a hidrogénio que produz a electricidade de que necessita, uma tecnologia que a Toyota domina há muito e que instala em modelos como o Mirai.
As novas pick-up Hilux com motor a gasóleo mHEV, a comercializar no nosso mercado dentro de 10 meses, serão produzidas na África do Sul, mas as versões eléctricas são oriundas da Tailândia, uma vez que não está previsto que a Toyota venha a montar a pick-up a bateria na fábrica para veículos electrificados que tem a operar na República Checa, onde monta os Aygo X e Yaris Hybrid e onde investiu 680 milhões de euros para a adaptar à produção de modelos eléctricos. Em 2028, quando passarem a estar disponíveis as Hilux eléctricas a fuel cell de hidrogénio, estas serão produzidas no Reino Unido.