O grupo Toyota, que inclui sobretudo a Toyota e a Lexus, é de longe o maior consórcio mundial do sector automóvel, tendo comercializado em 2025 cerca de 11,3 milhões de unidades. Mas apesar desta impressionante performance, o grupo nipónico continua a vender um reduzido número de veículos eléctricos, o que contribuiu para a prejudicar as vendas na China, o maior mercado do mundo.

Se considerarmos as vendas mundiais de Janeiro a Setembro de 2026, a Toyota (grupo) colocou no mercado global 7,52 milhões de unidades, o que representa uma quebra de 3,4% face ao ano anterior. As vendas cresceram no Japão 5,5%, na América do Norte aumentaram 1,1% e na Europa 1%, mas a sorte do construtor japonês foi madrasta na Ásia, onde caiu 9,3%, sobretudo devido ao desempenho no mercado chinês.

A falta de eléctricos está a prejudicar a performance comercial global da Toyota

Nos primeiros nove meses do ano, a Toyota vendeu 1,05 milhões de unidades na China, o que representa uma quebra de 18,9% face ao mesmo período de 2025. Isto acontece num período em que a Toyota oferece um reduzido número de veículos eléctricos da Europa e nos EUA, mas uma gama alargada na China, onde propõe um conjunto de modelos mais vasto, composto pelo bZ3, bZ3X, bZ5 e bZ7, através das joint ventures que mantém com fabricantes locais, respectivamente a GAC Toyota e a FAW Toyota.

CEO da Toyota “atira-se” à Tesla

Em 2026 e até Setembro, as vendas de eléctricos da Toyota dispararam 127%, mas esbarraram na diminuição da procura dos clientes chineses por veículos com motores a combustão. Ao que parece, os contínuos aumentos dos preços dos combustíveis fósseis afastaram ainda mais clientes chineses dos veículos a combustão e híbridos, rumo aos veículos eléctricos.

Chairman da Toyota sente-se só na defesa dos carros a combustão

Durante muito tempo, a Toyota desdenhou dos veículos eléctricos, especialmente quando o CEO era o neto do fundador. Daí que a adopção de modelos a bateria tenha sido adoptada demasiado tarde – face aos concorrentes – e com pouca força, deixando a marca incapaz de se impôr sobretudo na China, onde reina a preferência por modelos a bateria.