A procuradora-geral do EUA, Pam Bondi, garantiu que irá “seguir a lei” que obriga a que os ficheiros do FBI ligados a Jeffrey Epstein sejam divulgados dentro de 30 dias, aprovada por ambas as câmaras do Congresso norte-americano. Porém, em conferência de imprensa, não negou que alguns documentos acabem por ser retidos, devido a uma investigação judicial em curso pelos procuradores federais no estado de Nova Iorque a figuras do Partido Democrata que estariam envolvidas no caso.

Na conferência de imprensa, Bondi não respondeu diretamente a nenhuma das perguntas dos jornalistas, que questionavam o que tinha mudado entre o fecho da investigação à lista de clientes em julho e a reabertura a pedido de Donald Trump sobre a presença de figuras democratas como Larry Summers ou Bill Clinton.

“Divulgámos mais de 33.000 documentos sobre Epstein ao Congresso e continuaremos a cumprir a lei e a manter a máxima transparência. Além disso, incentivaremos sempre todas as vítimas a manifestarem-se“, garantiu Bondi, que não esclareceu que “novas informações” levaram à reabertura do caso.

A lei aprovada na terça-feira pelo Congresso contém alguma cláusulas que levam a que, em alguns casos, parte dos documentos fiquem sem acesso, devido ao facto de conterem informação secreta ou sobre as vítimas, incluírem imagens de abuso sexual infantil e, também, se afetarem investigações judiciais federais.

Um jornalista perguntou se esta nova investigação, levada a cabo pelos procuradores federais, entraria nessa exceção da lei e impediria que pelo menos parte dos documentos ficassem por divulgar. Bondi esquivou-se, não disse que não, e repetiu: “Continuaremos a cumprir a lei”.