Nas votações na especialidade do Orçamento do Estado para 2026 só o PSD e o CDS conseguiram fazer aprovar a proposta para que haja o pagamento de um suplemento extraordinário para pensionistas, caso haja margem orçamental que o permita. O Governo é que decidirá em meados de 2026 se há condições para pagar esse valor, à semelhança do que foi desembolsado em 2024 e 2025 e que custou cerca de 400 milhões.
A proposta da AD foi aprovada com os votos do PSD, CDS, Chega e PAN, com PS, Livre, PCP e Bloco a absterem-se.
Foi rejeitada a proposta do PS que pretendia que caso o Governo pagasse o suplemento esse valor fosse incorporado, de forma permanente, nas pensões a atualizar em 2027. Caso necessitasse de cabimentação orçamental para essa atualização adicional, o PS propunha que se revertesse a descida do IRC. O Parlamento rejeitou a pretensão do PS com os votos contra do PSD, CDS, IL e Chega. Não houve abstenções. Os restantes votaram a favor.
Pelo caminho ficou a proposta do Chega para dar um aumento extra de 1,5 pontos percentuais (para pensões de até 1.567,5 euros) acima da atualização anual prevista na lei. O PS não se associou ao Chega e a proposta acaba rejeitada. O PSD, CDS e IL votaram contra; PCP, Livre e PS abstiveram-se.
As restantes propostas para aumentar mais as pensões, do PCP, do Livre e do Bloco foram rejeitadas.
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, tem estado a assistir às votações.