A greve desta sexta-feira na função pública teve uma adesão global de cerca de 60%, com maior incidência nas escolas, seguida da área de recolha de resíduos, segundo dados finais da federação sindical que marcou a paralisação.
O vice-secretário-geral da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap), Hélder Sá, disse à agência Lusa que a maior expressão de adesão à greve foi nas escolas e agrupamentos escolares.
O dirigente sindical lamentou que muitos diretores de escolas tenham “furado” a greve, ao decidirem abrir as escolas mesmo sem o pessoal necessário ao funcionamento e que já é reduzido para o dia-a-dia.
Hélder Sá deu exemplos de escolas em que os diretores mandaram abrir mesmo sem funcionários de apoio, com bares fechados, falta de limpeza ou até mesmo sem controlo de entradas e saídas.
“Esperamos que isto não tenha produzido problemas com nenhum aluno”, vincou.
Outro dos setores que teve forte adesão, segundo o sindicalista, foi o da recolha de resíduos, ao contrário da chamada administração pública central (como segurança social, finanças, registos e notariado, entre outros) onde a percentagem foi de 20%.
Na manhã desta sexta-feira, o secretário-geral da Fesinap, Mário Rui, indicou à Lusa que a greve da função pública registava às 11h15 de esta sexta-feira uma adesão de cerca de 80% em todos os serviços.
“Temos 80% [de adesão] em todos os serviços da administração pública”, afirmou o dirigente da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap).