Havia uma dúvida: dois ou três? Um cartão vermelho por agressão a um adversário durante um jogo deixa sempre a ideia de que a sanção poderá ser superior a apenas uma partida de fora e foi também por isso que a Federação Portuguesa de Futebol decidiu avançar com uma exposição para a FIFA com três argumentos para justificar uma penalização mais branda. Funcionou. E o capitão da Seleção já cumpriu castigo.
“Ronaldo? Não há violência, tenta afastar. Teve azar.” Portugal perdeu 25% dos últimos 20 jogos
Dentro de um enquadramento legal que podia levar a uma sanção de três jogos por “conduta violenta” à luz dos regulamentos, o Comité de Disciplina da FIFA acabou por seguir uma versão mais branda de castigo, com apenas uma partida de castigo efetivo e duas com sanção suspensa. Ou seja, caso não repita o ato, não terá de perder mais nenhum encontro. E foi isso que abriu as portas para o jogo inaugural do Mundial.
Após a expulsão em Dublin, a comunicação feita pela Federação Portuguesa de Futebol à FIFA falou da falta de antecedentes tendo em conta que Cristiano Ronaldo nunca tinha visto qualquer cartão vermelho pela Seleção, recordou que esse tipo de jogadas são habituais com o avançado a nível de agarrões na área por parte dos centrais contrários e invocou também o clima que se viveu antes desse encontro, incluindo as críticas do selecionador irlandês a dizer que CR7 controlara a arbitragem a Alvalade.
De recordar que Portugal conseguiu a qualificação para o nono Campeonato do Mundo, o sétimo seguido, após golear a Arménia no Estádio do Dragão por 9-1. O sorteio da fase final realiza-se no dia 5 de dezembro, em Washington, com a Seleção a partir como cabeça de série tal como EUA, Canadá, México (os três anfitriões da prova), Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Países Baixos, Bélgica e Alemanha.