Foi uma vitória, mas que acabou por ser justa. Na Madeira, José Mourinho entrou em campo com apenas uma novidade, lançando Rodrigo Rêgo, que se estreou no Campeonato Nacional, no lugar do castigado Richard Ríos. Ao intervalo, o nulo continuava a imperar no marcador, num resultado bem mais agradável para o Nacional, até pelo que aconteceu no primeiro tempo, no qual Kaique teve de intervir em diversas ocasiões. Ainda assim, um erro tremendo de Nico Otamendi originou o golo madeirense, através de Jesús Ramírez, o autor de sete dos 12 golos dos alvinegros nesta Liga. Mourinho mexeu na equipa e foi através de Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup que resgatou a vitória no fim, no espaço de seis minutos (1-2). O argentino fez o seu segundo golo na época, ao passo que o norueguês assistiu Vangelis Pavlidis para o seu décimo tento na Primeira Liga.
O grego é, precisamente, o melhor marcador do Campeonato e tem agora um registo de seis golos nas últimas cinco jornadas, período em que o Benfica apontou 12 golos. Em termos coletivos, as águias sofreram apenas o segundo golo fora de casa no Campeonato, o primeiro com José Mourinho, que conseguiu, na Madeira, a terceira vitória consecutiva, em três competições diferentes, igualando o seu melhor registo nesta passagem pelo clube da Luz. Por outro lado, o jogo com Nacional revelou a segunda reviravolta do Benfica na temporada, depois do Gil Vicente. Na Liga, os encarnados levam agora 27 jornadas consecutivas sem perder.
“Merecidíssima. Se fosse uma derrota não podia ter uma única palavra contra os meus jogadores. Jogaram bem desde o primeiro minuto. Quando o Nacional fez o golo, foi difícil do ponto de vista emocional, mas a equipa soube reerguer-se, foi à procura e ganhou o jogo de forma dramática, mas super merecida. Durante o Campeonato perdem-se pontos no final e ganham-se pontos no final. Não conheço uma equipa que perca ou ganhe sempre no final. O Benfica perdeu seis pontos nos últimos minutos e hoje [sábado] ganhou dois, mas custa-me dizer que ganhámos no final porque é uma vitória que começa no primeiro minuto. A equipa jogou bem, foi sempre sólida e dominou o jogo completamente. O Nacional fez meio remate à baliza numa defesa fácil do Trubin. Foi um domínio de 20 minutos do Benfica, porque não se jogou mais do que 20 minutos, mas é uma vitória super merecida”, começou por dizer Mourinho à sport tv.
Benfica mantém a invencibilidade na Liga ???????? e regressa aos triunfos na prova – tinha empatado na última jornada, frente ao Casa Pia
⚠ No total, o Benfica não perde na Liga há 27 jogos – a última derrota foi em janeiro, frente ao Casa Pia pic.twitter.com/1tNGgMt3NE
— Playmaker (@playmaker_PT) November 29, 2025
“Prestianni e Schjelderup? Entraram bem, mas quem saiu também fez um bom jogo. Nunca pensei que não íamos ganhar este jogo. Quando entraram, entraram frescos, cada um para uma ala. O Ivanovic deu mobilidade no ataque e o Pavlidis ficou na zona central. A equipa fez um jogo muito bom. Gostei da organização de jogo e da força psicológica para resistir a um resultado negativo, num jogo que iria acabar da pior maneira, com paragens, já sabíamos, mas é uma vitória merecedíssima. A euforia às vezes significa perda de organização. Estávamos a jogar completamente escancarados e quis reorganizar a equipa para os últimos minutos. O futebol, por vezes, é traiçoeiro e alguma coisa podia acontecer. Estava tão feliz como aqueles que estavam a festejar euforicamente, mas a responsabilidade deu-me calma para organizar a equipa no fim. Dérbi? Descansar, não pensar muito em futebol. Os rapazes tiveram dois jogos duros. Há aqui rapazes que correram 12,5 quilómetros com o Ajax. Ganhámos, é bom, são vitórias importantes, que solidificam laços. Há muita alegria no balneário, mas faltam muitos dias para o Sporting e amanhã [domingo] é repouso merecido”, concluiu.