Richard Ríos chegou ao Benfica com estatuto de craque. Estrela do Palmeiras, com exibições impressionantes no Mundial de Clubes e o rótulo de aprovação de Abel Ferreira, parecia ser o médio consistente, criativo e talentoso que fazia falta à equipa que ainda era de Bruno Lage e que viria a ser de José Mourinho. Demorou a arrancar, foi criticado e colocado em causa, mas nunca teve a titularidade contestada — e explicou porquê no dérbi, que foi talvez o melhor jogo que fez desde que está em Portugal.

Esta sexta-feira, no Estádio da Luz, o médio colombiano foi o principal inconformado de um Benfica que teve uma primeira parte muito difícil e desbloqueou o lance que acabou por dar o empate, por intermédio de Sudakov. No segundo tempo, quando os encarnados ficaram claramente por cima do Sporting, Richard Ríos assumiu a batuta, foi construtor para os seus e destrutivo para os adversários e até podia ter marcado com um grande remate de fora de área que passou ao lado já nos últimos minutos.

O médio de 25 anos foi eleito o melhor jogador em campo e, na zona de entrevistas rápidas, mostrou-se algo frustrado com o resultado do dérbi — o segundo da carreira, já que conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira contra o Sporting no Algarve ainda em agosto. “Era um jogo importante, que preparámos da melhor forma. As pessoas passaram a semana toda a dizer que o Sporting ia ser favorito e isso motivou-nos. Desde que começou o jogo que o Benfica mostrou que queria ganhar. Agora resta-nos continuar a trabalhar para chegar onde queremos”, começou por dizer.

“Se pudesse trocar a vitória por este prémio trocava, porque a equipa mereceu levar mais deste jogo. Individualmente, sei como tenho trabalhado e o apoio que o Benfica me tem dado para eu chegar ao nível que pretendo. Agradeço o prémio, mas não valorizo muito. Vou continuar a trabalhar para ter outras boas exibições”, acrescentou.

Um dérbi que foi a cara de Maxi em todos os momentos (a crónica do Benfica-Sporting)