A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom) acredita que milhares de trabalhadores dos setores que representa irão aderir à greve de quinta-feira, segundo um comunicado divulgado esta quarta-feira.
“Após a realização de centenas de plenários, reuniões e contactos nos diversos setores abrangidos pela Feviccom e pelos seus sindicatos — construção, cerâmica, vidro, cimentos, pedreiras, cortiças, madeiras — perspetiva-se desde já a adesão de milhares de trabalhadores à greve geral convocada pela CGTP-IN para 11 de dezembro”, indicou a estrutura.
De acordo com a federação, “o início da greve geral será já hoje, nos turnos das 21h00, nas empresas do vidro de embalagem (Galo Vidro, Santos Barosa e BA Glass), na Marinha Grande”.
Segundo a Feviccom, seguem-se, ao longo de todo o país, “os turnos da meia-noite no setor dos cimentos, da cerâmica e das madeiras e pela madrugada e manhã nos restantes turnos e horários gerais das argamassas, cerâmica, vidro, construção civil, pedreiras e cortiças”.
A estrutura indicou ainda que a adesão continua a aumentar e os piquetes de greve “já estão a preparar as tarefas de paragem de produção e de comercialização, que vão ocorrer durante a noite desta quarta-feira e o dia de amanhã [quinta-feira], em setores marcados pelo trabalho por turnos e pela laboração contínua”.
A Feviccom já tinha anunciado, em novembro, que iria aderir à greve geral para rejeitar o pacote laboral, defender o emprego com direitos e a contratação coletiva.
Num comunicado enviado às redações, a federação tornou pública a adesão à greve geral de 11 de dezembro, de forma a “rejeitar o pacote laboral de assalto aos direitos e de afronta à Constituição da República Portuguesa”.
A greve geral contra o anteprojeto do Governo de reforma da legislação laboral será a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da ‘troika’.