Foi de aviso em aviso que o golo acabou por chegar ao Dragão. Primeiro, foi Martim Fernandes a visar a baliza do Malmö. Logo depois foi Skogmar, de longe, a solicitar Diogo Costa. Os avisos não ficaram por aqui e houve tempo para suores frios na cidade Invicta. Por duas vezes o FC Porto ofereceu um presente de Natal aos visitantes. Nas duas ofertas, houve perdão sueco.

Foi precisamente entre os dois sustos que os azuis e brancos aproveitaram para abrir a contagem. Rodrigo Mora foi pela esquerda fora, conseguiu espaço para entrar na grande área e encontrou Samu, que, de cabeça, fez o 1-0, aos 30 minutos. O azar de uns é a sorte de outros. Na indisponibilidade de Gabri Veiga, avançou Mora. Assim foi na Taça de Portugal, ao intervalo. Assim foi na noite europeia no Dragão, desde o início do jogo.

A química entre os dois jogadores — Mora e Samu — já não é nova: desde os tempos de Vítor Bruno que os dois atletas brilham juntos no ataque portista. Hoje foi mais um desses jogos. Mora na criação, Samu na conclusão. Ambos com sucesso, nomeadamente nesse lance à meia hora de jogo.

Após abrir o marcador e passar por um segundo susto junto da baliza de Diogo Costa, os dragões — menos perdulários que os suecos — trataram de fazer esquecer os suores frios de vez. Aos 36 minutos, Sainz aproveitou um cruzamento vindo da direita e, de cabeça, deixou a bola para Samu dilatar a vantagem. 2-0 para o FC Porto. Passava a respirar-se melhor num Dragão que viu a sua equipa a crescer com o relógio: primeiro aos tropeções, depois assertividade e fantasia.

Entre outros lances do primeiro tempo, ficou na retina uma grande defesa de Robin Olsen a um remate de Borja Sainz, depois de (mais) um grande momento de Rodrigo Mora, que ultrapassou dois adversários e serviu o colega para aquele que poderia ter sido o primeiro golo dos dragões.

Na segunda parte, a magia e o ritmo saíram com Mora, que foi substituído aos 57′ tal como Samu, e “ameaçou” voltar nos últimos minutos do jogo quando Alarcón entrou em campo, no lugar de Borja Sainz.

Entre estes dois momentos, o FC Porto, manteve o domínio, mas perdeu a intenção, não tendo chegado com tanto perigo à baliza de Robin Olsen, que, como o FC Porto, cresceu com o relógio. Na segunda parte, o guarda-redes do Malmö evitou o que parecia ser um golo claro, após um cabeceamento de Froholdt.

Para o fim, ficou guardado o golo que Malmö falhou por duas vezes na primeira parte, quando a linha defensiva do FC Porto adormeceu. Um livre na meia esquerda, ao cair do pano, foi a pouca matéria com que os suecos trabalharam no segundo tempo. Com alguma (falta de) sorte à mistura, Francisco Moura estava no caminho de uma bola que tinha batido no poste e já não ia entrar. Acabou por bater no defesa esquerdo do FC Porto e foi com um auto-golo que o resultado ficou selado no Dragão. 2-1.

O FC Porto soma agora 13 pontos e olha para um apuramento direto para a próxima fase da Liga Europa, podendo ‘fugir’ ao playoff e a mais dois jogos no calendário.