Seis à 14.ª jornada para fazer lembrar os seis da segunda jornada: com a goleada deste sábado frente ao AVS, o Sporting repetiu o melhor resultado da temporada até agora e igualou a vitória contra o Arouca também em Alvalade ainda em agosto. Os leões voltaram aos triunfos, depois do empate com o Benfica e a derrota com o Bayern Munique, e colocaram-se à condição a dois pontos da liderança do FC Porto.

Quando ele está em campo os dias são sempre de serviços Maxi (a crónica do Sporting-AVS)

Num período complexo no que toca ao calendário, com uma deslocação ao terreno do Santa Clara para a Taça de Portugal e jornadas contra V. Guimarães, Rio Ave e Gil Vicente, Rui Borges aproveitou a receção ao AVS para gerir o plantel e nem sequer utilizou Hjulmand, que foi suplente e não saiu do banco. Ricardo Mangas e Vagiannidis foram titulares nas laterais da defesa, Maxi Araújo jogou mais adiantado e até bisou e Geny Catamo, na despedida dos leões antes de rumar à CAN para representar Moçambique, também fez dois golos, sendo que Diomande também vai estar ausente ao serviço da Costa do Marfim.

Já Luis Suárez, que marcou na primeira e na segunda parte, bisou pela terceira vez no Campeonato e já leva 11 golos na competição, superando Clayton e Pavlidis, ambos com 10, e subindo ao topo da lista dos melhores marcadores. Na verdade, com os tais 11 golos nas primeiras 14 jornadas que realizou na Primeira Liga, o avançado colombiano já leva um arranque melhor do que o de Viktor Gyökeres, que apontou 10 no mesmo período. Suárez foi eleito o melhor jogador em campo e, na zona de entrevistas rápidas, mostrou-se naturalmente satisfeito.

“Sabíamos que ia ser um jogo difícil, contra uma equipa complicada. Foi um jogo dividido desde o primeiro minuto e quando abrimos o marcador acho que fomos muito superiores. Mal entrou o primeiro golo vieram mais e depois soubemos gerir o resto do jogo. Queríamos voltar à nossa série de vitórias, depois de um empate e uma derrota em diferentes competições. Queríamos voltar a ganhar e assim o fizemos. Isto é sinal de que a equipa está a jogar bem, todos estamos a jogar bem e eu posso demonstrar o meu futebol. Quero ajudar a equipa com golos e quando isso não acontecer vou trabalhar e sacrificar-me pela equipa”, explicou o avançado.

Já Rui Borges, na flash interview, reconheceu que o Sporting nem sequer entrou bem no jogo. “Nos primeiros 15 minutos estava um jogo muito apático, o AVS tentou desde início quebrar o ritmo de jogo, levá-lo para um momento morno. Depois do primeiro golo desbloqueámos o jogo. O adversário também sentiu e depois conseguimos fazer mais dois golos de seguida. Foi um jogo de sentido único. Acho que durante os 90 minutos podíamos ter controlado melhor as saídas do adversário, principalmente nesta fase final do jogo. Ganhávamos bola, perdíamos bola. Talvez pelo facilitismo entrámos nesse registo. Mas acabámos por ser muito sérios e competitivos”, começou por dizer.

Sobre as alterações ao onze inicial, o treinador leonino explicou que “algumas foram estratégicas”, mas não todas. “O Morten [Hjulmand] e o Iván [Fresneda] não se encontravam nas melhores condições, estão meio adoentados. O Luis [Suárez] também não, mas felizmente acabou por dar o seu contributo. Acabou por ser por aí”, detalhou, indicando depois que a equipa está “preparada” para o jogo de quinta-feira contra o Santa Clara nos oitavos de final da Taça de Portugal.

Por fim, Rui Borges comentou o facto de o Sporting ter agora 38 golos marcados no Campeonato e levar cinco jogos seguidos sem sofrer em Alvalade, algo que não acontecia há três anos. “O registo está a dizer que crescemos e que somos competentes no nosso trabalho. Era difícil ligar a equipa depois de dois jogos de exigência máxima, onde estamos no auge da concentração e energia e de repente vimos para o Campeonato e para o último classificado. Às vezes é difícil, mas a equipa mostrou essa energia. Se calhar foram importantes as mudanças nesse sentido. Feliz por continuar a ver a equipa toda ligada”, terminou.