Era um daqueles jogos que ninguém quer propriamente jogar. No Estádio da Luz, o Benfica recebia o PSG na última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões e com as duas equipas já eliminadas, sem nada a alcançar e nada a perder, cumprindo apenas um calendário que ditou o afastamento precoce das encarnadas da principal competição europeia.

Nos cinco jogos anteriores, o Benfica perdeu com a Juventus, o Arsenal, o Paris FC e ainda o Barcelona, empatando apenas com o Twente e chegando ao último dia da temporada na Liga dos Campeões sem qualquer vitória. Depois da prestação impressionante de há duas épocas, em que a equipa então orientada por Filipa Patão chegou aos quartos de final, e desilusão do ano passado, em que as encarnadas caíram ainda nas eliminatórias, a ideia desta quarta-feira passava claramente por deixar a Europa com o carimbo do triunfo.

“Não tenho dúvidas de que, pela qualidade dos plantéis, pela qualidade até do jogo que em certos momentos as duas equipas demonstraram nesta época nos seus respetivos Campeonatos, mas também na própria Liga dos Campeões, poderia perfeitamente ser um jogo de ‘playoff’. Acima de tudo, vai ser um bom espetáculo, tenho a certeza, pelas intervenientes que vão estar no campo e pela última imagem que cada uma destas duas equipas quer dar nesta competição. Nós estamos focados naquilo que conseguimos controlar, focados naquilo que sabemos que é o nosso processo e que nos tem dado muitos frutos, principalmente a nível interno, para conseguirmos dar uma boa imagem perante os nossos adeptos, que bem o merecem”, disse Ivan Baptista na antevisão da partida.

Neste contexto e sem Caroline Møller, que se lesionou contra o Damaiense no jogo da Taça de Portugal do último fim de semana, o treinador encarnado apostava em Cristina Martín-Prieto como referência ofensiva, com Nycole Raysla nas costas da espanhola e Lúcia Alves e Chandra Davidson também no apoio mais direto ao ataque. Do outro lado, num PSG que tinha exatamente o mesmo registo com quatro derrotas e um empate, Fabrice Abriel tinha Ornella Graziani, Merveille Kanjinga e Froya Dorsin no setor mais adiantado.

O PSG abriu o marcador ainda nos instantes iniciais, com Jennifer Echegini a aproveitar uma perda de bola de Beatriz Cameirão em zona proibida para bater Lena Pauels (5′). À passagem da meia-hora, porém, o Benfica conseguiu empatar: Élisa De Almeida fez falta sobre Lúcia Alves dentro da grande área francesa e Carole Costa, na conversão da grande penalidade, não falhou (32′). Ao intervalo, na Luz, estava tudo empatado.

Fabrice Abriel mexeu logo ao início da segunda parte e lançou Jackie Groenen e Isabela, enquanto que Ivan Baptista fez as primeiras substituições à passagem da hora de jogo para colocar Pauleta, Lara Martins e Rakel Engesvik de uma vez. O PSG voltou a colocar a bola no fundo da baliza logo a seguir, através de Merveille Kanjinga e na sequência de um canto na direita (63′), mas o lance foi anulado pelo VAR por fora de jogo.

As parisienses tiveram outra grande oportunidade para recuperar a vantagem, com Kanjinga a acertar duas vezes no poste no mesmo lance (74′), as encarnadas superiorizaram-se nos derradeiros minutos, mas a verdade é que o resultado já não mudou. O Benfica empatou com o PSG na Luz e terminou a fase de liga da Liga dos Campeões sem qualquer vitória e com apenas dois pontos, assim como as francesas, no 16.º e antepenúltimo lugar.