A deputada do Partido Nacional das Honduras Gladis Aurora López foi atingida na cabeça por um artefato arremessado à distância no exterior do congresso nacional na quinta-feira. A política da oposição ficou ferida no pescoço e nas costas, teve de ser encaminhada para o hospital mas sem correr risco de vida. Vídeos da agressão foram publicados pelo jornal regional colombiano El Heraldo e pelo coordenador da juventude do Partido Nacional das Honduras na rede social X.
Nuestra diputada nacionalista Gladis Aurora López ha sido trasladada de emergencia a un hospital luego que un manifestante de libre lanzara una bomba Molotov. @Lredondo esto es culpa tuya ! pic.twitter.com/Z9TPGvPGCM
— Steven Rodríguez (@Rodriguezshr) January 8, 2026
O ataque ocorreu na capital do país, Tegucigalpa, quando Gladis, que é vice-presidente do congresso nacional das Honduras, era entrevistada por jornalistas antes de entrar no prédio do poder legislativo, onde seria discutida uma proposta de recontagem dos votos das eleições realizadas em novembro.
Ainda não não é conhecido o responsável pelo lançamento do dispositivo, mas membros do partido de Gladis Aurora acusam o presidente do congresso hondurenho, Luis Redondo [do partido governista Liberdade e Refundação – Libre], de ter ligação ao ataque, que ocorreu num momento tenso na política daquele país. Redondo reagiu ao incidente dizendo que “nenhum ato de violência será tolerado no âmbito do decreto legislativo nem contra nenhum membro do poder legislativo”.
Condenamos enérgicamente el acto de violencia ocurrido en el Congreso Nacional, que ha puesto en riesgo la integridad de las personas y ha afectado directamente a la compañera congresista Gladis Aurora López.
He dado instrucciones para que sea atendida de inmediato.
Asimismo,…
— LUIS REDONDO ???????? (@Lredondo) January 8, 2026
Em comunicado, o Partido Nacional também afirmou “condenar todos os atos de violência política que ameaçam a vida, a segurança e as instituições democráticas do país”, deixando ainda uma nota de solidariedade para com a política e a sua família.
As eleições realizadas em novembro levaram Nasry Asfura, candidato do Partido Nacional e apoiado por Donald Trump, à presidência. O resultado favorável ao candidato conservador foi contestado pela oposição devido a problemas na contagem manual dos votos pela Comissão Nacional de Eleições, que levou quase um mês a ser finalizada e declarou a vitória do eleito por uma margem de menos de 1%. Asfura toma posse até 27 de janeiro e deve governar o país da América Central até 2030.