Olhar para a lista de jogadores que Mikel Arteta tem para ir a jogo sem mexer no habitual 4x3x3 (se fossemos para outros sistemas, aí tudo se multiplicava ainda mais) e pensar no calendário denso que a equipa enfrenta tendo em conta que está presente ainda em todas as provas de 2025/26 é quase um convite para dividir 22 jogadores por duas equipas e rodar por absoluto todas as opções – é assim que no jogo FIFA, por exemplo, se tem todas as opções com barra máxima a nível físico. Depois, tudo tem a ver com o encontro em causa. E, sendo esta a primeira mão de uma meia-final da Taça da Liga frente ao Chelsea, a anteceder deslocações a Nottingham para defrontar o Forest na Premier e a Milão para jogar com o Inter na Liga dos Campeões, a escolha do técnico espanhol recaiu nos habituais titulares e não nos jogadores com menos minutos à exceção do dono da baliza, com Kepa a manter-se como guarda-redes das taças com Raya a ficar no banco.
Gabriel só quer mostrar que é mesmo mais do que um anjo caído dos céus
O que significava isso? Mesmo com as ausências dos defesas Calafiori, Hincapié e Mosquera, jogavam de início Ben White, Saliba, Gabriel Magalhães, Timber (como lateral esquerdo), Zubimeni, Declan Rice, Martin Ödegaard, Saka, Trossard e Viktor Gyökeres, ficando no banco elementos como Madueke, Gabriel Martinelli, Eze, Gabriel Jesus, Kai Havertz, Mikel Merino, Lewis-Skelly ou Norgäard. Melhor e mais completo era difícil, num plantel com muito mais profundidade do que todos os adversários diretos em Inglaterra que dava margem para que praticamente todos os reforços na nova época à exceção de Zubimendi tivessem ainda mostrado pouco ou quase nada para justificar a contratação – a começar pelo próprio Gyökeres, que além de ter apenas um golo de penálti desde que voltou no final de novembro após lesão muscular levava uma série inexplicável de sete encontros consecutivos sem conseguir fazer um único remate à baliza dos adversários.
Mikel Arteta defendia o sueco. “Vens, o calendário muda. Tens de jogar a cada três dias na liga mais exigente do mundo, na qual nunca jogaste. Depois é um sistema diferente, uma metodologia diferente, companheiros diferentes e um número 9 precisa dessa sinergia e dessa química com eles. Se eles tiverem dúvidas, temos de dar-lhes clareza. Mostrar o contexto da razão pela qual eles estão aqui e a forma como estão a contribuir. E têm sido incrivelmente bons a aguentar e a gerir porque querem muito isso. Sabem que com o plantel que temos vai haver momentos para todos. Quando tiverem, aproveitem. É o que têm feito. O meu julgamento de um jogador é perceber como está a cumprir o seu papel”, referira o técnico dos londrinos.
???????? Viktor Gyokeres Vs Chelsea:
1 Goal
1 Assist
3 Shots
1 Chances created8 goals and 1 Assists for Arsenal. Big game player ???? pic.twitter.com/keKJZ1pgtp
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Os companheiros, como Declan Rice, defendiam o sueco. “É difícil para ele porque tem sempre dois defesas atrás durante o jogo todo. Tem de usar a força, tem que fazer tudo que pode para ajudar a equipa. No meu primeiro golo, se ele não corresse após o toque do Martinelli e segurasse, ajeitando para o Ödegaard, o golo não aconteceria. Vejo o quão forte ele bate na bola. Quando tiver espaço e a bola lhe chegar aos seus pés, ele vai marcar golos. Neste momento, os defesas da Premier League querem parar Viktor Gyökeres porque ele é um dos melhores avançados do mundo. Acreditem em mim, ele está a ser incrível por nós e não estaríamos onde estamos sem ele”, comentou o médio inglês após o triunfo frente ao Bournemouth (3-2).
Gabriel Magalhaes x Viktor Gyökeres. ???????? pic.twitter.com/Hd6eWvLEEi
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Só os números não conseguiam defender o antigo avançado do Sporting, que voltava a ser opção assumida de Arteta na deslocação a Stamford Bridge para defrontar o novo Chelsea agora comandado por Liam Rosenior, que se estreou com uma goleada na Taça frente ao Charlton como uma espécie de aquecimento para um teste de fogo diante do líder da Premier e numa prova a duas mãos a eliminar. A curiosidade em torno do técnico que ficou conhecido pela carta escrita a Donald Trump no The Guardian e que tem um PowerPoint com mais de 450 páginas com tudo o que foi aprendendo era grande, nem por isso o inglês deixou de pensar a médio prazo com pesos pesados de fora como Cole Palmer, Reece James ou Delap além do castigado Caicedo. Ainda assim, entre Estêvão, Pedro Neto ou João Pedro, tinha razões para acreditar numa vitória.
???? Viktor Gyökeres with a player of the Match display!#CarabaoCup | @Arsenal pic.twitter.com/CdFXGm7gkF
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O que faltou logo a abrir? Encontrar uma página que permitisse travar o poder de fogo dos rivais londrinos na bola parada, com um canto do lado esquerdo a valer o 1-0 de Ben White num lance em que Viktor Gyökeres andava na pequena área mas não chegou a tocar na bola (7′). Os gunners encontravam a sua zona de conforto, aproveitando a partir daí as transições rápidas para causar mossa no adversário como aconteceu pouco depois num lance em que Zubimendi assistiu o sueco para um remate que saiu ao lado (15′). Os blues também tiveram os seus remates perigosos, por João Pedro (28′) e Estêvão (31′), mas aquilo que sobrou até ao intervalo foi mesmo perceber as dificuldades que Gyökeres vive: mesmo com a pressão a campo inteiro dos visitados, a profundidade era explorada com as desmarcações de rutura de Zubimendi ou Rice tendo o avançado a descer para arrastar os centrais e não com um jogo mais direto no sueco como acontecia em Alvalade. O intervalo chegaria mesmo com a vantagem mínima mas tudo em aberto para o que faltava.
O Arsenal tem mesmo uma relação secreta com golos de cantos ????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #CarabaoCup #Chelsea #Arsenal pic.twitter.com/hTkmKOjBoV
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O momento Gyökeres não iria demorar. Na sequência de uma jogada onde até começou a levantar a cabeça por não acreditar que Saka não tinha feito o cruzamento, Ben White apareceu para dar continuidade pela direita, cruzou tenso para a zona entre guarda-redes e centrais, Sánchez não conseguiu afastar e o sueco só teve de encostar antes de festejos tímidos mas com direito a máscara para a bancada (50′). Rosenior tinha de mexer e trocou Marc Guiu por Garnacho. Acertou em cheio: o argentino reduziu após cruzamento de Pedro Neto na direita (57′) e deu outra vida a um Chelsea que voltou a falhar em termos defensivos e permitiu que Gyökeres assistisse Zubimendi na área para tirar um adversário da frente e rematar sem hipóteses (71′). O máximo que os blues conseguiram foi mesmo reduzir para 3-2 por Garnacho a sete minutos do final após um canto mas o Arsenal manteve a senda vitoriosa, agora com um avançado que joga, marca e assiste.
Uma segunda parte de loucos Stamford Bridge ????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #CarabaoCup #Chelsea #Arsenal pic.twitter.com/kpukbBJXWc
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