Começou a temporada com uma final da Supertaça entre Benfica e Sporting onde já era criticado ainda antes do encontro pelos encarnados pela nomeação, teve pelo meio um FC Porto-Sp. Braga que se tornou polémico pelas imagens de lances da primeira parte que foram passando na TV do balneário (o que motivou uma multa pesada aos dragões), foi agora nomeado para o decisivo do FC Porto-Benfica nos quartos da Taça de Portugal e com mais críticas ainda antes do apito inicial, neste caso dirigidas por parte dos azuis e brancos.
“É do conhecimento público que se encontra pendente no Tribunal Arbitral do Desporto um recurso que tem por objeto circunstâncias relatadas pelo árbitro em causa, relativas ao jogo entre o FC Porto e o SC Braga, disputado no passado dia 2 de novembro. É igualmente público que o FC Porto apresentou uma participação disciplinar contra o mesmo árbitro, relacionada com acontecimentos verificados na partida entre o FC Arouca e o FC Porto, realizada a 29 de setembro, cujo desfecho ainda não é conhecido. Neste contexto, a decisão do CA de proceder a esta nomeação é, do ponto de vista objetivo, absolutamente incompreensível e suscetível de afetar negativamente a imagem e a credibilidade do futebol português, além de se revelar prejudicial para o próprio árbitro envolvido”, apontara o FC Porto na véspera em comunicado.
“Este episódio insere-se numa sucessão de decisões tomadas pelo CA ao longo da presente época que têm contribuído para a progressiva erosão da confiança no setor da arbitragem e para a descredibilização do futebol português, demonstrando, na opinião do FC Porto, que este órgão e, designadamente, o seu presidente, Luciano Gonçalves, deixaram de reunir as condições necessárias para continuarem a exercer funções. O FC Porto recorda ainda que a arbitragem foi apresentada pela atual Direção da FPF como um dos pilares centrais do seu projeto para o futebol nacional, sendo por isso legítimo questionar, à luz dos acontecimentos recentes, se esse projeto continua a oferecer as garantias necessárias para assegurar um futuro credível, transparente e sustentável para o futebol português”, acrescentou.
[Ouça aqui a análise do ex-árbitro Pedro Henriques no Sem Falta da Rádio Observador]
Era neste contexto que o árbitro da Associação de Futebol de Leiria, de 43 anos, entrava no Dragão para um clássico que começou cedo a ter picos de tensão como aconteceu num lance na linha lateral entre Prestianni e Kiwior antes do choque de cabeças casual entre Sidny Lopes Cabral e Martim Fernandes que deixou o defesa dos azuis e brancos a sangrar durante largos minutos mesmo estando em campo. Ainda no quarto de hora inicial, os jogadores do Benfica ficaram a pedir penálti num lance em que uma bola cruzada por Sidny Lopes Cabral foi cortada por Pablo Rosario com a perna mas bateu no braço antes de Bednarek fazer o primeiro e único golo do clássico na sequência de um canto na direita do ataque portista ao primeiro poste.
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Até ao intervalo, que chegou já com Richard Ríos fora de jogo após sair de maca com um problema que pode ser grave no braço direito, houve mais um lance que motivou protestos dos encarnados na área do FC Porto entre António Silva e Diogo Costa antes do maior momento de tensão entre jogadores em todo o encontro, que começou com Dedic e Gabri Veiga e alargou-se depois a vários elementos com o gesto mais ostensivo a ser de Pavlidis, que empurrou Samu. Dedic, Pavlidis e Samu acabaram todos com cartão amarelo.
A segunda parte acabou por ter menos lances polémicos para Fábio Veríssimo avaliar mas, já no último quarto de hora da partida, Leandro Barreiro caiu na área a queixar-se de um pisão de Alan Varela ou Rodrigo Mora quando ia disputar a bola pelo ar após cruzamento mas o árbitro mandou seguir e viu depois a decisão confirmada pelo VAR, apesar dos protestos de jogadores e do banco dos encarnados.