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Elogiando o candidato António José Seguro, é nele que Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto e ex-ministro de Luís Montenegro, assume que irá votar na segunda volta. Na sua opinião foi o grande vencedor da noite e não tem dúvidas em colocar André Ventura como um dos grandes perdedores.

Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, assumiu, no programa Princípio da Incerteza na CNN Portugal, que, na segunda volta, “não tenho a mais pequena dúvida em quem vou votar. É absolutamente claro e inequívoco. Vou votar em António José Seguro. Não tenho qualquer hesitação em dizê-lo”.

E elogia a campanha que o vencedor da noite eleitoral fez.”[Seguro] é alguém que não entrou na discussão da lama, fugiu ao ataque pessoal, disse sempre que a candidatura era suprapartidária e independente, não quis entrar no confronto partidário do dia a dia e isso foi recompensado”, admitindo que alguns eleitores da AD tenham já votado em Seguro. “Os portugueses sabem distinguir o que são as eleições presidenciais e António José Seguro foi o que melhor percebeu isso. E a postura que assumiu desde o primeiro minuto, apartidária, rendeu-lhe”.

Volta a dizer que o apoiará. “A realidade do país vê o Presidente como uma figura que deve ser unificadora,  deve contribuir para unir os portugueses, deve em muitos momentos ser o moderador, e por isso não hesito em dizer que votarei em Seguro porque assume essa predisposição ao contrário do outro candidato que quer polarizar o país e dividir, colocar-nos uns contra os outros e ter ganhos partidários”.

Escusando analisar as eleições Presidenciais pelo prisma partidário, “esta eleição de facto não é partidária”, declarou ainda para defender a posição de Luís Montenegro. “Os partidos não condicionam uma eleição que não é partidária”, declara, que vê nos resultados desta noite uma “grande derrota de André Ventura” por ter perdido mais de 100 mil votos face às legislativas. “Não está a conseguir alargar a sua base de apoio”. Ainda mais quando houve dispersão à direita.

Alexandra Leitão não dá já como garantida a vitória de Seguro na segunda volta, mas assume que o povo português quis que passasse à segunda volta em primeiro lugar um candidato que representa a democracia, desta república saída do 25 de Abril, o respeito pelos direitos fundamentais, os políticos e sociais, e, por isso, diz-se surpreendida com a ausência de tomada de posição de Montenegro, de Marques Mendes e Gouveia e Melo.