Novamente muita chuva. Mais neve. Frio outra vez. Ondas até 12 metros. E vento com rajadas até 100 km/h. O país vai estar todo sob aviso amarelo na terça-feira para chuva com três distritos a laranja (Braga, Viana do Castelo e Vila Real). E a costa sob total alerta laranja. Os efeitos da mais grave das tempestades desta semana (será um comboio delas até ao próximo domingo, com um rio atmosférico pelo meio), a Joseph (nomeada pela delegação dos Açores do IPMA), vão chegar já esta segunda-feira e agravar-se terça.

A Joseph faz parte da tal “vasta região depressionária”, assim a descreve o IPMA, “onde se irão formar vários núcleos nos próximos dias.” Esta segunda-feira, a chuva, vento e agitação marítima decorrem de um sistema frontal que começam por atingir o centro e o norte do continente. Já estarão sob alerta amarelo e laranja para precipitação Braga, Viana do Castelo e Vila Real e só sob alerta amarelo Porto, Aveiro e Viseu. Sendo que para vento há avisos para todos os distritos do norte e centro, descendo até Lisboa e Setúbal. E para toda a costa.

Esta segunda-feira há previsão de chuva forte nos distritos a laranja, que na terça se deve estender a todo o país, com hipótese de voltarmos a ter trovoadas e granizo. Com a aproximação da Joseph arrasta-se mais uma frente fria, pelo que haverá queda de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela, descendo gradualmente a cota para 600/800 metros de altitude nas regiões Norte e Centro e na serra de S. Mamede, em Portalegre.

Os maiores acumulados de precipitação deverão registar-se nas regiões montanhosas do norte e centro, podendo, até dia 28, superar em alguns locais os 200 mm. Daí a previsão de cheias.

O vento irá intensificar do quadrante oeste a partir de amanhã, dia 26, com rajadas até 80 km/h no litoral oeste e até 100 km/h nas terras altas.

As ondas serão de noroeste com 4 a 5 metros na costa ocidental, aumentando para 5 a 7 metros, podendo atingir 12 metros de altura máxima, a partir da tarde de terça.

Terça-feira em que a chuva resultará da Joseph estar a ser alimentada por um rio atmosférico que atravessa todo o Atlântico, da zona das Caraíbas à Península Ibérica. Vem carregado de humidade e ao encontrar a massa de ar frio e a Joseph fará com que caia grandes quantidades de água sobre alguma zonas do país.

Mas a explicação para tanta chuva continua a estar no jet stream, ainda muito irregular e a circular em velocidade muito elevada em baixas latitudes (no caso as nossas), uma vez que está bloqueado por anticiclones a norte). Isso encaminha todas as depressões para a Península Ibérica (como se as portas do Atlântico se abrissem) e impede que as corrente de ar mais tropical subam.

Chuva continua imparável até ao fim do mês. A culpa é de um “rio atmosférico” que vai manter o “comboio de tempestades” a chegar a Portugal