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O ministro da Educação disse esta segunda-feira que a maior parte das escolas da região de Leiria estará aberta na quarta-feira, desde que reunidas as condições de segurança. E adiantou que serão contratados monoblocos para substituir salas de aula danificadas.

Em visita à região de Leiria, a mais afetada pela passagem da depressão Kristin na semana passada em Portugal, Fernando Alexandre recusou dar números precisos de quantas escolas poderão reabrir ou não na quarta-feira, ou, “no máximo, na segunda-feira”.

Admitiu, no entanto, serem milhares os alunos afetados pelo encerramento forçado das escolas, ainda que, para já, sem grandes consequências letivas, uma vez que a maioria das escolas funciona atualmente por semestres e as aulas estavam em pausa letiva. O objetivo é que os alunos regressem a aulas presenciais até ao início da próxima semana e “as aulas ‘online’ serão uma situação de exceção”.

“Nós queremos os alunos dentro de salas, pode não ser a sala de aula, mas vai ter que ser uma sala que vai ter de garantir segurança e condições para que os alunos tenham aulas”, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação no final de uma reunião com os 10 municípios que constituem a Comunidade Intermunicipal (CIM) de Leiria.

“É possível que haja alunos ainda sem aulas daqui a uma semana, mas de acordo com a avaliação que está a ser feita, serão poucos, e o foco é precisamente garantir que todos têm aulas”, disse ainda.

Está prevista a reafetação de espaços e a contratação de monoblocos para substituir salas de aulas sem condições para voltar a receber alunos. Prevê-se também a colocação temporária de alunos em escolas que não a sua, se esta não puder reabrir, havendo para esses casos um reforço de transportes, o que deverá ser organizado pelas autarquias, segundo o ministro.

“Temos alguns casos difíceis de escolas que têm centenas de alunos e que ficaram inutilizadas, esses são os casos mais difíceis porque não é fácil realocar centenas de alunos de um momento para o outro, mas será feito, será feito com partilha de outras instalações, com a contratação de monoblocos. A autarquia de Leiria já identificou as necessidades de monoblocos, já está a tratar da contratação, e por isso nós vamos ter de ter aqui flexibilidade numa situação muito difícil para conseguirmos que os alunos conseguem voltar rapidamente às escolas”, acrescentou.

Segundo Fernando Alexandre, houve uma reunião com a E-Redes para garantir que é dada prioridade às escolas na garantia de acesso a geradores ou mesmo no restabelecimento da energia elétrica.

“Nós tivemos milhares de postos de eletricidade nesta região que ficaram inutilizados e muitas escolas nestes municípios estão em zonas afastadas dos grandes centros e por isso sabemos que vai demorar ainda algum tempo a conseguir restabelecer a energia elétrica. De qualquer maneira, seja com geradores, seja também deslocando os alunos dessas escolas que não têm eletricidade, vai ser possível garantir que os alunos têm aulas”, disse o ministro.

Fernando Alexandre referiu ainda a prioridade dada às escolas na transferência de 200 milhões de euros aprovada pelo Governo no fim de semana para recuperação de infraestruturas municipais afetadas pela tempestade e garantiu que nas duas escolas de Leiria que estavam em obras ao abrigo das verbas do Programa de Recuperação de Resiliência (PRR) e que irão falhar prazos devido à intempérie, esses trabalhos serão terminados, com ou sem verbas do PRR, mesmo que demorem mais tempo.